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'Pra tirar é rápido, eles não têm dó': mulher que aguarda há 7 anos por moradia relembra episódio de despejo com os cinco filhos em Sorocaba

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A busca pela moradia: mulher relembra episódio de despejo com os filhos Débora Sousa é uma das mais de 100 mil pessoas que aguardam serem sorteadas por programas de habitação em Sorocaba (SP).

Em uma casa de quatro cômodos alugada no bairro Habiteto, a mulher divide tudo com os cinco filhos.

Juntos, eles compartilham a expectativa pelo dia em que conquistarão uma “casinha”, como chamam o futuro lar. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp ✍🏼Esta reportagem finaliza uma série especial produzida pelo g1 Sorocaba e Jundiaí sobre a Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano tem como foco o direito à moradia e busca discutir os desafios e iniciativas voltados para garantir condições dignas de habitação às famílias brasileiras.

Confira as outras duas reportagens: Campanha da Fraternidade 2026 foca no direito à moradia; saiba como doações são usadas em Sorocaba Imóveis vazios em Sorocaba e Jundiaí poderiam abrigar quase 100 vezes o número de famílias sem-teto, aponta levantamento Para ela, a casa não é apenas um sonho a ser conquistado com o tempo.

Porque ainda antes de chegar o momento de imaginar quais cores ela gostaria de pintar as paredes do imóvel, a moradia é uma necessidade urgente da família.

Débora Sousa precisou buscar acolhimento após sofrer ordem de despejo da casa onde morava com os cinco filhos em Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal Os dias de Débora são movidos pela insegurança do aluguel, pois a mulher sabe bem que o tempo das cobranças é exato, diferente do tempo da casa própria.

E uma memória de 2019 é suficiente para ilustrar essa sabedoria. “A ordem [de despejo] veio uma semana antes deles virem aqui.

Nesse dia foi um desespero, as meninas ainda eram tudo pequenininhas.

A mais velha ainda diz ‘lembra mãe, de quando mandaram a gente sair da casa?’.

Eles não tem dó não.

Eles vêm e tiram a gente, pra tirar é rápido.

Mas por anos aquela casa ’tava ‘abandonada.

Foi quando eu entrei que apareceu o dono.

Depois disso, passei de um monte de casa.

Tô na fila do CDHU há uns sete anos já”, conta.

Atualmente, Débora diz que a casa em que mora de aluguel é a mais segura que já esteve com seus filhos.

Diferente das anteriores, ao menos a atual residência tem encanamento, fiação elétrica e chão no banheiro. “As outras eram muito desconfortáveis e pequenas.

Sempre chovia dentro”, lembra.

Série de reportagens do g1 Sorocaba aborda a temática de habitação na cidade Ana Carolina Cirullo Diante dessas condições, a mulher de 40 a

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