Ex-premiê do Nepal é preso por mortes em protestos históricos liderados pela Geração Z
Ex-primeiro-ministro do Nepal, KP Sharma Oli PRAKASH MATHEMA / AFP O ex-primeiro-ministro do Nepal, KP Sharma Oli, foi preso neste sábado (28) enquanto a polícia investiga se houve negligência ao não impedir dezenas de mortes durante a repressão a protestos anticorrupção liderados por jovens, em setembro do ano passado, segundo autoridades.
A detenção ocorreu um dia após a posse do rapper e político Balendra Shah como primeiro-ministro e após a recomendação de uma comissão que apurou a violência nos atos.
O grupo concluiu que Oli deveria responder por omissão.
Seu ex-ministro do Interior, Ramesh Lekhak, também foi preso. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem?
Mande para o g1 Ao todo, 76 pessoas morreram durante os protestos, em meio à repressão policial, incêndios e episódios de violência — cenário que levou à renúncia de Oli na época.
Após a prisão, apoiadores do ex-premiê foram às ruas e entraram em confronto com a polícia, que tentou impedir a queima de pneus nas proximidades do gabinete do governo.
Agentes usaram gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar o grupo, deixando ao menos um ferido, segundo testemunhas.
O partido de Oli classificou a prisão como ilegal e motivada por “vingança”, exigindo sua libertação imediata e convocando novos protestos para domingo.
Um dos principais líderes da sigla, Shankar Pokhrel, afirmou que manifestações ocorrerão nos 77 distritos do país.
Já o ministro do Interior, Sudan Gurung, rejeitou as críticas. “Este é o começo da justiça.
O país tomará um novo rumo agora”, escreveu em uma rede social.
Derrota eleitoral Oli governou o país em quatro ocasiões entre 2015 e 2025, mas não concluiu nenhum mandato completo.
Em 2020, ganhou popularidade ao divulgar um novo mapa do Nepal que incluía uma área disputada com a Índia.
O apoio, porém, diminuiu, e ele foi derrotado por Shah em seu próprio distrito nas eleições deste mês — sua segunda derrota desde a restauração da democracia multipartidária, em 1990.
A indignação com as mortes nos protestos contribuiu para a vitória expressiva do partido do atual premiê.
A comissão que investigou os atos concluiu que Oli e Lekhak não tomaram medidas para interromper horas de disparos contra manifestantes.
Segundo o porta-voz da polícia, Om Adhikari, ambos devem ser levados ao tribunal no domingo (29).
Oli, de 74 anos, que já passou por dois transplantes de rim, foi transferido da delegacia para um hospital após a prisão.
Seu advogado, Tikaram Bhattarai, afirmou que a det
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