Caso Leonardo Pareja: promotor feito de refém durante rebelião em presídio lembra tensão após 30 anos: 'Certeza de que não sairia vivo'
Promotor refém em rebelião de Pareja relembra tensão: ‘Certeza de que não sairia vivo’ Trinta anos após viver dias de tensão como refém dentro de um presídio em Goiânia, o promotor de Justiça Haroldo Caetano relembra a experiência que marcou sua trajetória no sistema prisional de Goiás. À época, ele foi mantido em cativeiro durante uma rebelião que tomou o então Centro Penitenciário de Atividades Industriais do Estado de Goiás (Cepaigo).
A rebelião foi liderada por Leonardo Rodrigues Pareja, um dos criminosos mais conhecidos do país na década de 1990.
Considerado um preso midiático, ele ganhou notoriedade após sequestrar, em 1995, uma adolescente de 16 anos, sobrinha do então senador Antônio Carlos Magalhães, em Salvador.
Após três dias de cativeiro, liberou a vítima, fugiu e mobilizou operações policiais em diferentes estados, desafiando as autoridades até se entregar em Goiás. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Quem foi Leonardo Pareja Já preso, Pareja comandou o motim no Cepaigo durante a visita de autoridades à unidade.
A rebelião durou seis dias e resultou na tomada de reféns, incluindo integrantes do Judiciário, da segurança pública e equipes de reportagem, como a da TV Anhanguera, que também ficou impedida de deixar o local.
A crise só terminou após os detentos deixarem o presídio em comboio, levando reféns, armas e dinheiro.
Durante a fuga, Pareja chegou a parar em um bar, onde comprou bebidas, cigarros e até deu autógrafos, em um episódio que reforçou sua postura desafiadora.
Ele foi recapturado no dia seguinte, em Porangatu, no norte do estado.
Meses depois, acabou assassinado dentro do sistema prisional.
O promotor Haroldo Caetano tinha 26 anos — hoje, aos 56 — e já atuava na área de execução penal quando participou de um mutirão carcerário na unidade.
A visita de autoridades foi interrompida pelo motim, e ele passou a integrar o grupo de reféns.
As memórias desse período agora foram reunidas no livro A rebelião, que entra em pré-venda neste mês. “Cada segundo parecia uma eternidade.
Em mais de um momento eu tive a certeza de que não sairia dali vivo”, afirmou ao g1.
Leonardo Pareja durante rebelião no antigo Cepaigo, em Aparecida de Goiânia, Goiás Lorisvaldo de Paula/O Popular ‘Parecia um filme, até virar pânico’ O promotor conta que, nos primeiros momentos, a dimensão da situação era difícil de compreender.
A percepção de que o cenário havia saído do controle veio com a escalada da violência dentro da unidade.
Segundo
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