Jovem que criou ONG de educação no CE aos 13 anos ganha bolsa milionária para estudar nos EUA
Formado em escola pública do CE, jovem comemora conquista de bolsa milionária nos EUA.
As mãos tremendo e as exclamações de “Meu Deus” marcaram o momento em que o jovem Vinícius Felix Nascimento, de 19 anos, conferiu a aprovação na Williams College, universidade em Massachusetts, nos Estados Unidos.
Nascido em São Paulo, mas criado no Ceará, o jovem conquistou uma bolsa milionária em uma instituição que figura em listas como uma das melhores na “terra do Tio Sam”.
Em 2025, a Williams College foi considerada uma das dez melhores universidades dos Estados Unidos, segundo a Forbes. “O meu objetivo de ir para uma universidade de elite como a Williams College é abrir oportunidade, abrir caminho para que nós do Brasil, para que a gente represente, no caso, jovens latino-americanos, jovens de países do sul global, possam ter a possibilidade de transformar a comunidade deles através da tecnologia e participar desse diálogo global, para que a gente não fique à escória do mapa”, explicou o jovem.
Em 2020, quando tinha 13 anos, Vinícius criou o Instituto Terra Alien, um canal de Youtube que virou uma ONG com o objetivo de ampliar o acesso à ciência e a oportunidades educacionais para outros estudantes.
Ele disse que a atuação do instituto já chegou a dez países, principalmente os lusófonos do continente africano. “Eu sempre fui muito engajado com questões sociais.
Eu tenho participado de muitos projetos sociais.
Eu realmente gosto de doar o meu tempo para o próximo, acho que isso faz um mundo cada vez melhor”, declarou o jovem.
Vinícius nasceu em São Paulo (estado natal da mãe dele), mas ainda nos primeiros anos de vida se mudou com pai e mãe para a Paraíba (onde o pai nasceu).
Lá, o divórcio dos pais fez com que ele continuasse com a mãe e se mudasse para o Ceará.
Os dois foram morar em Paraipaba, na região metropolitana de Fortaleza, com cerca de 32 mil habitantes.
O jovem cresceu no distrito de Boa Vista, zona rural do município, onde mora a família materna.
Ele estudou na Escola de Ensino Profissionalizante (EEEP) Flávio Gomes Granjeiro, no mesmo município, onde cursou técnico em informática.
Filho de costureira, a família não teria condições de pagar os altos custos de uma graduação internacional. “É questão de você gastar dois milhões de reais por uma graduação completa e eu não tinha esse valor nunca na minha vida”, disse o jovem. “Então, eles cobrem absolutamente tudo.
Eles vão cobrir dormitório, alimentação, uma viagem por ano de volta para o B
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