Pela segunda vez, PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil
A crise política no Rio de Janeiro ganhou mais um episódio no início da noite desta sexta-feira (27).
Pela segunda vez, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, do União Brasil.
Ele é suspeito de vazar informações sigilosas da polícia para o Comando Vermelho.
A prisão acontece em meio a um impasse institucional que mantém indefinido o comando do estado.
Rodrigo Bacellar foi preso em casa, na cidade de Teresópolis, na Região Serrana do Rio.
Ele já foi denunciado por suspeita de ligação com a maior facção criminosa do estado, o Comando Vermelho.
O mandado de prisão desta sexta-feira (27) foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF - Supremo Tribunal Federal.
O ministro mandou prendê-lo novamente porque Bacellar não é mais deputado estadual.
O mandato dele foi cassado na terça-feira (24) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, e se tornou inelegível por oito anos.
Essa é a segunda vez que Bacellar é preso.
A primeira foi no início de dezembro de 2025.
Cinco dias depois, deputados da Assembleia Legislativa do Rio fizeram uma votação e decidiram revogar a prisão dele, que passou a cumprir medidas cautelares em casa.
Pela segunda vez, PF prende ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, do União Brasil Jornal Nacional/ Reprodução Rodrigo Bacellar responde por ter vazado informações da polícia para um aliado, o então deputado estadual TH Joias.
TH Joias seria alvo de uma operação da PF.
Ele também está preso, acusado de negociar armas e drones com o Comando Vermelho.
Rodrigo Bacellar foi levado para um presídio na Zona Norte do Rio, o Presídio de Benfica.
A defesa dele diz que desconhece os motivos dessa nova prisão, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que o ex-deputado “vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas”.
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