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Relatório final da CPMI do INSS propõe indiciamento de mais de 200 pessoas

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CPMI do INSS sugere indiciamento de 216 pessoas em relatório final No Congresso Nacional, o relatório final da CPMI do INSS propôs o indiciamento de 216 pessoas.

A comissão foi criada para apurar desvios bilionários de benefícios de milhões de aposentados e pensionistas e durou seis meses.

A sessão desta sexta-feira (27) começou com uma troca de xingamentos entre o relator Alfredo Gaspar, do PL, e o deputado Lindberg Farias, do PT.

Com a situação sob controle, Alfredo Gaspar começou a leitura do documento: “As investigações revelaram um esquema profissionalizado, dividido em núcleos técnico, administrativo, financeiro, empresarial e político, que atuava de forma coordenada para subtrair bilhões de reais do sistema previdenciário através de Acordos de Cooperação Técnica eivados de irregularidades”.

O relatório sugere o indiciamento de 216 pessoas por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.

Mas a acusação formal à Justiça cabe ao Ministério Público.

Há nomes como o do ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo Bolsonaro, José Carlos de Oliveira, que mudou de nome e se chama Ahmed Mohamad Oliveira Andrade; e também o ex-ministro da Previdência do governo Lula, Carlos Lupi, que deixou o cargo após o esquema vir à tona.

O relator Alfredo Gaspar também pediu o indiciamento de ex-dirigentes do INSS, entre eles: Alessandro Stefanutto, ex-presidente do instituto; André Fidélis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão; Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral junto ao INSS.

E também de três parlamentares: o senador Weverton Rocha, do PDT, por, segundo o relatório, ter atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa; a deputada federal Gorete Pereira, do MDB, por supostamente utilizar sua posição política para viabilizar a entrada da organização nos sistemas do INSS; e o deputado federal Euclydes Pettersen, do Republicanos, que, segundo o relator, foi beneficiário de vantagens indevidas dentro da organização criminosa.

O relatório também pede o indiciamento de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema de descontos indevidos, e do empresário Maurício Camisotti, apontado como beneficiário das fraudes.

Além de Daniel Vorcaro, dono do Master, suspeito de irregularidades em 250 mil contratos de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.

Também está na lista Fábio Luís L

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