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Mais candidatos, mais etapas e pouco retorno: por que parece que buscar um emprego ficou tão difícil

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Por que ninguém responde seu currículo?

Quando a engenheira de produção Samanta Santos aperta o botão “enviar candidatura”, ela não está apenas concorrendo a uma vaga.

Está assumindo um compromisso informal de tempo: formulários extensos, testes, várias etapas e, muitas vezes, um silêncio que pode durar meses. “Existem vagas para as quais me inscrevi em outubro e nunca tive retorno.

Na semana passada, três processos dos quais eu participava foram encerrados ao mesmo tempo, sem explicação (…).

Até hoje, nenhum processo realizado por plataformas digitais avançou para mim”, desabafa. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem?

Mande para o g1 A sensação de caminhar no escuro durante a busca por emprego não é exclusiva da engenheira.

Uma pesquisa global do LinkedIn mostra que o Brasil lidera a percepção de que os processos seletivos são longos demais (77%) e impessoais (60%).

Seis em cada 10 brasileiros acreditam que buscar emprego ficou mais difícil no último ano.

Entre os motivos mais mencionados estão o aumento da concorrência (55%) e a percepção de que os processos seletivos ficaram mais exigentes (50%).

Essas percepções refletem o momento atual do mercado.

Com o desemprego nos menores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, o Brasil vive um período de intensa mobilidade profissional.

Mais confiantes, trabalhadores empregados têm se sentido cada vez mais à vontade para buscar novas oportunidades — seja por salários maiores, mais flexibilidade ou chances de crescimento na carreira — como mostrou o g1 em reportagem publicada em janeiro.

Além disso, a pesquisa do LinkedIn mostra que 54% dos brasileiros pretendem buscar uma nova oportunidade em 2026.

Na prática, isso significa mais candidatos concorrendo à mesma vaga. “As empresas passam a lidar com um número maior de perfis e, em muitos casos, com profissionais que já estão empregados, o que exige comparações mais cuidadosas e decisões mais estratégicas”, analisa Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Mas o aumento da concorrência não é o único fator por trás da lentidão.

Beck destaca que muitas organizações operam com equipes mais enxutas e processos internos de aprovação mais demorados.

Esse conjunto de fatores reforça a percepção generalizada de demora, mesmo em um mercado aquecido.

Como brasileiros enxergam mercado de trabalho g1/ Alberto Correa Onde o processo realmente emperra?

Na avaliação de Jhennyfer Coutinho, chefe da experiência para pessoas candid

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