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Combate mundial à meningite desacelera e metas da OMS para a doença podem não ser atingidas até 2030

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Neisseria meningitidis, a bactéria que causa a meningite meningocócica.

Wikimedia Mais de 250 mil pessoas morreram por meningite em 2023, patamar ainda superior à meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao todo, 2,5 milhões contraíram a doença. ➡️Os dados são do mais recente e abrangente levantamento sobre meningite publicado na revista científica “The Lancet Neurology”.

A análise mostra que, entre 1990 e 2023, houve uma redução de 63,5% nas taxas de mortalidade por 100 mil habitantes.

Embora o nível tenha caído significativamente, ele ainda fica abaixo das diretrizes estabelecidas pela OMS. 👉O órgão lançou em 2021 um documento com metas claras para o combate à meningite no mundo.

Entre os principais objetivos estão: Eliminar epidemias de meningite bacteriana; Reduzir o número de casos de meningite bacteriana, prevenível por vacina, em 50% e as mortes em 70%; Reduzir a incapacidade e melhorar a qualidade de vida após a contração de meningite por qualquer causa.

VEJA TAMBÉM: Novo esquema de vacinação contra a meningite tem proteção maior O trabalho publicado na Lancet destaca que o progresso desacelerou desde 2015.

No recorte temporal entre 2015 e 2023, a queda na mortalidade foi de somente 25,4%.

Para que os patamares estabelecidos pela OMS para 2030 sejam atingidos, seria necessária uma queda anual de aproximadamente 8% nas mortes e 4,6% na incidência da doença. 📉A nível de comparação, as taxas anuais de redução observadas entre 2015 e 2023 foram de apenas 4,1% nas mortes e 2,2% na incidência. “O progresso observado nos anos 2000 e 2010 foi impulsionado principalmente por campanhas de vacinação bem-sucedidas”, ressalta o relatório.

Essas campanhas foram responsáveis por praticamente eliminar alguns sorotipos da meningite, especialmente no chamado cinturão da meningite, área mais suscetível a epidemias de grande escala da doença. (entenda mais abaixo) Apesar disso, o aumento de casos causado por cepas não cobertas pelas vacinas e a resistência aos antibióticos são os principais fatores que têm dificultado o combate à doença e, consequentemente, a busca por números mais próximos às metas.

Renato Kfouri, infectologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que oscilações de casos da doença são normais ao longo do tempo, independentemente de uso de vacinas.

Mas o surgimento de novas variantes sempre pode ser um agravante. “Os surgimentos de clones de bactérias como o pneumococo ou meningococo,

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