Cidadania europeia: o que explica o aumento da procura
Baixada em Pauta: Fábio Gioppo é o convidado da semana O interesse de brasileiros pela cidadania europeia tem crescido de forma consistente e revela um movimento que combina planejamento de vida, busca por estabilidade e reconexão com a história familiar.
O fenômeno se intensifica em regiões como a Baixada Santista, marcadas pela forte presença de descendentes de imigrantes.
O tema foi debatido no podcast Baixada em Pauta, apresentado pelo jornalista Matheus Müller, que recebeu o advogado Fábio Gioppo, especialista em direito internacional e imigração, para explicar as razões do aumento da procura e esclarecer as regras atuais para quem pretende iniciar o processo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
Segundo Gioppo, a demanda acompanha momentos de instabilidade no Brasil e reflete diretamente nas decisões familiares, principalmente quando envolvem futuro profissional e segurança jurídica. “Toda vez que você tem uma mudança no governo, toda vez que você tem algum impacto na economia, é óbvio que a procura acaba aumentando muito mais”, disse.
Além do contexto econômico e político, o advogado destacou que a cidadania deixou de ser vista apenas como um facilitador de viagens.
Ela representa acesso a direitos, oportunidades educacionais, estrutura previdenciária e a possibilidade concreta de residir legalmente em outro país.
Outro fator apontado é o resgate das origens familiares.
Muitos brasileiros têm revisitado a própria história e identificado que o direito à cidadania europeia sempre existiu, mas nunca foi exercido por falta de informação ou orientação adequada.
Regras da cidadania portuguesa Passaporte portugal Marta Branco / pexels A cidadania portuguesa segue um modelo administrativo e possui limite de gerações.
O direito é transmitido a filhos e netos de portugueses.
Para bisnetos, o reconhecimento só é possível se o ascendente direto (pai ou mãe, neto do português) tiver a cidadania reconhecida em vida.
Caso esse elo se perca, o direito deixa de existir.
Segundo Gioppo, trata‑se de uma situação irreversível.
Do ponto de vista documental, o processo é menos complexo que o italiano.
São exigidas, em regra, a certidão do ascendente português e as certidões do requerente.
Os prazos variam: filhos podem obter a cidadania em meses, enquanto processos de netos podem levar anos.
Os custos dependem da situação documental e da necessidade de busca de registros, mas, de forma geral, o investimento costuma ficar entre R$ 5 m
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