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Furto de vírus na Unicamp: faculdade de professora investigada diz não pesquisar agentes respiratórios

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Vírus furtado na Unicamp estava em laboratório com maior nível de biossegurança A Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp informou neste sábado (28) que não realiza pesquisas com agentes respiratórios, após a repercussão das investigações envolvendo uma professora da unidade suspeita de furtar amostras de vírus dentro da universidade.

Segundo a instituição, os estudos em microbiologia concentram-se em vírus associados à contaminação de alimentos e da água.

De acordo com a nota, esses agentes “não possuem transmissão respiratória” e se enquadram em níveis mais baixos de biossegurança.

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Entenda local onde vírus foi furtado na Unicamp A faculdade também destacou que vírus como influenza “não são considerados agentes de interesse da Engenharia de Alimentos” e “não estão relacionados à cadeia produtiva de alimentos sob a perspectiva de risco alimentar”.

A professora doutora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante na segunda-feira (23), após a Polícia Federal encontrar as amostras virais que teriam sido retiradas sem autorização de laboratórios da universidade.

Entenda a investigação abaixo.

Na tarde de quarta-feira (25), o g1 esteve na Unicamp e apurou que o material incluía H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A, além de outros vírus, tanto humanos quanto suínos.

Miller foi liberada na audiência de custódia e vai responder ao processo em liberdade.

A defesa da docente afirma que não há materialidade na acusação e sustenta que ela utilizava os laboratórios do Instituto de Biologia por não dispor de estrutura própria.

Furto em laboratório da Unicamp: Justiça concedeu liberdade a professora Reprodução Escopo e limites Na nota, a faculdade afirma que pesquisas com agentes de maior risco biológico não fazem parte das atividades da unidade.

Segundo o texto, esses estudos “exigem infraestrutura altamente especializada, além de autorizações específicas”.

A Faculdade de Engenharia de Alimentos informou que segue normas institucionais e de biossegurança, com atividades vinculadas a planos de trabalho aprovados.

A nota também afirma que o vínculo institucional de docentes não autoriza automaticamente a realização de pesquisas fora dessas diretrizes.

Investigação A investigação começou quando uma pesquisadora autorizada do Laboratório de Virologia do Instituto de Biologia notou, na manhã de 13 de fevereiro de 2026, o desaparecimento de caixas com amostras virais.

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