Avós indiciados por morte de adolescente: inseticida estava em garrafa pet deixada na pia, diz polícia
Michel dos Santos Messias, de 15 anos; perícia coletou amostra de líquido de garrafa pet para investigar causa da morte Reprodução O inseticida que provocou a morte do adolescente Michel dos Santos Messias, de 15 anos, estava armazenado em uma garrafa pet que foi deixada em cima da pia da casa em que o jovem vivia com os avós maternos, segundo a Polícia Civil do Piauí.
O avô dele, de 75 anos, e a avó, de 68, foram indiciados por homicídio culposo, após deixar a bebida exposta. “O avô dele, pelo que a gente investigou, tem uma demência.
Não foi diagnosticada, mas é fácil constatar que a atividade cognitiva dele não é excelente, tem uma limitação.
Essa garrafa foi identificada no quintal pelo avô, que pegou e deixou na pia”, contou o delegado João Ênio, titular da Delegacia Seccional de Uruçuí. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Ao perceber o líquido na pia, a avó do adolescente acreditou que fosse cachaça e repreendeu o avô, pedindo que descartasse.
No entanto, de acordo com a polícia, o avô não acatou o pedido e a substância permaneceu em cima da pia.
Instantes depois, Michel também confundiu o inseticida com cachaça e o ingeriu. “É uma família humilde e, desde o início, a avó dele indicou o que foi que ele ingeriu, ela apontou tanto a garrafa como o copo em que ele despejou a substância.
Ela e o avô dele foram indiciados pelo crime de homicídio culposo, por não ter tido cuidado, dever de cuidado de não deixar uma bebida dessa exposta”, explicou o delegado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Intoxicação por metomil Após a ingestão, Michel passou a apresentar mal-estar, confusão e agravamento do quadro clínico.
Ele morreu antes de chegar ao hospital.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou a causa como intoxicação por metomil, um inseticida altamente tóxico para humanos e animais. “A investigação não apontou que foi algo deliberado para causar a morte dele, que alguém familiar colocou.
Não houve isso.
O que a gente identificou é que os familiares, o avô dele, tinha plantação e ele usava material, esse inseticida, para matar as pragas”, disse o delegado. “Essa garrafa, ela tava no quintal, jogada num cômodo, um rack que tava jogado no quintal, e foi identificada pelo avô, que pegou e deixou lá”, relatou.
Para identificar a substância, análises toxicológicas foram feitas no material biológico retirado do corpo de Michel durante necrópsia e em duas amostras do líquido, sendo uma entregue por familiares à médica do hospital onde o ad
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