Homem é condenado a mais de 18 anos de prisão por matar a ex-companheira e simular suicídio em Montes Claros

Julgamento foi realizado no Fórum Gonçalves Chaves nesta quinta-feira (27) Jhullie Rodrigues/ Inter TV Um homem foi condenado a 18 anos, 3 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato da ex-companheira, a balconista Elizângela Gomes Vieira, em Montes Claros, no Norte de Minas.
O julgamento foi realizado no Fórum Gonçalves Chaves, nesta quinta-feira (26).
O crime aconteceu em julho de 2019, no bairro Tancredo Neves.
Na época, Elizângela, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de casa pela própria família, e o caso chegou a ser tratado inicialmente como suicídio.
No entanto, as investigações apontaram que a mulher foi enforcada com uma corda de ginástica pelo ex-companheiro, que depois pendurou o corpo dela. (Leia mais abaixo) 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Durante o julgamento, o promotor de Justiça Daniel Lessa destacou que havia indícios de que o local do crime foi adulterado para dificultar a apuração dos fatos. “A vítima apareceu morta em casa, era uma suspeita de suicídio que ela teria se enforcado com uma corda, mas a investigação comprovou que a cena de suicídio foi uma cena montada, e na verdade a vítima foi estrangulada com uma corda. […] As provas são bastante robustas, temos dois peritos, cada um fez três laudos, e todos afirmam categoricamente que pelo formato da lesão no pescoço e pela circunstância que estava lá, a vítima não se matou”, falou.
Gilvan Vieira Pinto foi condenado por homicídio qualificado por quatro circunstâncias: asfixia, considerada meio cruel; motivo torpe; recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Ele também foi condenado por fraude processual.
O g1 não conseguiu contato com a defesa do réu para saber se vai recorrer da decisão.
Familiares de Elizângela acompanharam o júri e pediram Justiça.
A irmã da vítima relembrou, emocionada, a personalidade da balconista e a dor causada pela perda. “Elizângela era uma irmã muito boa, carinhosa e uma mãe muito dedicada.
Cuidava muito bem da família e dos amigos próximos.
Nós esperamos por Justiça e esperamos que ele cumpra a condenação,que se cumpra a Justiça e a lei, para que outras famílias que passam por essa mesma dor, veja que realmente a Justiça existe e a gente tem que lutar para que o que aconteceu com ela, não aconteça com mais famílias”, disse Joeliza Dias do Carmo.
Relembre o caso VÍDEO: Veja a entrevista concedida pelo delegado em outubro de 2019 O homem foi preso em outubro de 2019 por matar e s
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