Bruno Mafra, da Bruno e Trio, é condenado por estupro das próprias filhas no Pará
Artista Bruno e Trio Victor Vidigal/G1 O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) manteve, por unanimidade, a condenação do cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por estupro de vulnerável continuado contra suas próprias filhas.
As vítimas tinham 5 e 9 anos na época dos fatos.
O caso, que está sob sigilo, foi julgado em segunda instância na quinta-feira (26) pela 1ª Turma de Direito Penal.
Bruno foi condenado a 32 anos de reclusão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável continuado.
A defesa dele diz que vai recorrer e alega violações no processo (veja mais abaixo).
Segundo a relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos das vítimas foram consistentes e descreveram abusos que envolviam isolamento, manipulação psicológica, exibição de pornografia e atos libidinosos, incluindo sexo oral, ocorridos pelo menos três vezes. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos de idade, e veio a público em 2019 quando o caso foi denunciado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os depoimentos foram corroborados por familiares, como a mãe, a avó materna e um tio, além de um laudo sexológico que confirmou a materialidade do crime.
A defesa pedia a absolvição por insuficiência de provas, mas o recurso foi negado.
Durante o julgamento, os magistrados expressaram preocupação com a frequência de casos de estupro de vulnerável cometidos por pais e parentes.
Um dos julgadores mencionou estatísticas alarmantes de violência sexual contra crianças dentro de casa, destacando a gravidade social e os impactos geracionais desses crimes.
A decisão dos desembargadores valorizou a palavra das vítimas como prova fundamental em crimes sexuais, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O processo tramitou com sigilo apenas em relação às vítimas, permitindo a publicidade do nome do réu, conforme as regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Outro lado Em nota, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa do cantor, informou que o processo ainda está em curso e que serão adotadas as medidas recursais cabíveis.
A defesa sustenta a existência de “relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida”.
Os advogados também registraram preocupação com a divulgação de informações de um processo que tramita sob sigilo, “circunstância que, em tes
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