Quais vírus perigosos são mantidos em laboratórios de universidades? Entenda por que cientistas armazenam microrganismos vivos

Níveis de biossegurança vão de 1 a 4 Reprodução/Paulo Sanches Desde o início da semana, quando a Polícia Federal divulgou que uma pesquisadora teria furtado material biológico de um laboratório da Unicamp, surgiram as seguintes dúvidas: Por que manter um “estoque” de vírus causadores de patologias graves é tão importante para a ciência?
Que tipos de vírus e de outros microrganismos vivos são mantidos em universidades?
Como funciona um laboratório com “o maior nível de biossegurança disponível no Brasil”? É comum transportar vírus de um local para outro (se houver autorização)?
Veja as respostas abaixo.
No fim da reportagem, leia um resumo do caso da Unicamp. 🧫Por que manter um ’estoque’ de vírus causadores de patologias graves é tão importante para a ciência?
Em primeiro lugar, é fundamental entender por que as instituições de ensino precisam armazenar vírus, bactérias e fungos vivos. “São várias possibilidades: com vírus, por exemplo, nós expandimos o material e o multiplicamos, para entender a estrutura dele e o modo como causa a doença”, explica Paulo Sanches, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp e coordenador do Laboratório de Virologia. “É assim que conseguimos posteriormente desenvolver vacinas e antivirais.
O risco é mínimo, ainda mais se formos avaliar os benefícios.
Em 2015, na epidemia de zika, o vírus foi isolado, ampliado em laboratório de contenção e estudado em minicérebros para compreender como ele se multiplicava.” 🦠Que tipos de vírus e de outros microrganismos vivos são mantidos em universidades?
Laboratórios de nível de biossegurança alto são controlados por digitais ou identificação facial, por exemplo Reprodução/Paulo Sanches Tudo depende do nível de biossegurança (NB) do laboratório — ou seja, do nível de contenção necessário para que os cientistas, os animais, o meio ambiente e a população em geral não sejam colocados em risco.
Os critérios básicos são: Virulência (grau de capacidade de causar doença grave ou morte) e potencial de infecção do agente biológico - Se for um vírus altamente contagioso, por exemplo, que se transmite por aerossol, pode exigir um nível de biossegurança maior.
Existência de vacinas e/ou de tratamentos para a doença causada pelo agente - Quando não há esses recursos disponíveis, os cuidados para evitar a contaminação precisam ser ainda mais rígidos. “As micobactérias da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis) que cultivamos em laboratório, por exemplo, são multirresistentes a
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