Secretaria de Cultura de MG suspende exposição de arte antes da estreia em Ouro Preto e alega 'conteúdos impróprios'
Fotos da montagem da exposição ‘Habeas Corpus’, em Ouro Preto Élcio Miazaki A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) determinou a suspensão de uma exposição de arte que seria aberta nesta sexta-feira (27) em Ouro Preto, na Região Central do estado.
A pasta afirmou que a exposição “incluía conteúdos impróprios para a idade indicada, incluindo nudez frontal”.
O artista responsável pelas obras, Élcio Miazaki, considerou a medida uma forma de censura.
A exposição “Habeas Corpus” seria realizada na Galeria de Arte Nello Nuno, da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), vinculada à Secult.
A mostra já estava montada, pronta para a estreia, quando a secretária estadual de Cultura e Turismo, Bárbara Barros Botega, solicitou a suspensão, por meio de um ofício assinado na última quarta-feira (25) e enviado ao presidente da FAOP, Wirley Reis. “A medida solicitada visa assegurar o cumprimento da legislação vigente, sem prejuízo à liberdade de expressão artística, mas assegurando que sua realização em espaço público estadual observe os limites aplicáveis ao interesse coletivo”, diz um trecho do documento, ao qual o g1 teve acesso.
A exposição, de curadoria de Wagner Nardy, faz um recorte da produção de Miazaki que associa a temática da ditadura militar no Brasil à figura masculina.
A mostra inclui fotografias e videoperformances. “Dentro da instituição das Forças Armadas, sempre teve um certo apagamento de identidade, todo mundo acaba sendo padronizado dentro dessas instâncias.
A minha questão é um pouco essa. […] É um tipo de trabalho que já foi exposto em outras cidades, e é a primeira vez que eu tive esse problema”, afirmou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 O artista é de São Paulo e estava em Ouro Preto havia alguns dias para montar a exposição.
Ele soube da suspensão nesta quinta-feira (26), um dia antes da data prevista de abertura. “Eu realmente levei um susto. […] Em nenhum momento teve uma visita, uma conversa para saber do que a exposição tratava.
Acho que foi algo um pouco intransigente, porque a gente é super aberto a diálogos e a trocas”, falou.
Segundo ele, a classificação indicativa da exibição, de 14 anos, foi proposta justamente por causa das imagens de nudez citadas pela Secult. “O pessoal estava tendo todo o cuidado.
São trabalhos delicados porque se trabalha com nu.
Mas o teor das fotografias é muito delicado, em nenhum momento essas imagens são con
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