Saiba o que pode acontecer após a dispensa de testemunhas no caso do motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano
Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera há 1 ano por indenização A Justiça dispensou as testemunhas no processo judicial envolvendo o ‘milionário por um dia’, que processou o banco Bradesco após receber R$ 131.870.227 por engano.
O motorista Antônio Pereira do Nascimento pede direito de recompensa por ter devolvido o valor e danos morais devido à repercussão e desgastes que teria sofrido.
Mas, com a dispensa de oitiva de testemunhas, o que pode acontecer com o processo?
A advogada Ana Carolina Vangelatos explicou ao g1 o que pode levar à dispensa de testemunhas e como essa medida impacta um processo judicial.
Ela não está envolvida no caso e não faz parte da defesa de Antônio Pereira.
ENTENDA O CASO: Depósito por engano e disputa judicial: veja cronologia do caso de motorista que recebeu R$ 131 milhões de banco 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Segundo a advogada, a ação indica que o juiz entendeu que as provas juntadas nos autos são suficientes para formar o próprio convencimento, tornando desnecessária a produção de prova oral.
Ou seja, não há necessidade de ouvir testemunhas. “No processo civil brasileiro, o magistrado é o destinatário da prova e tem o poder de indeferir diligências que considere inúteis, protelatórias ou irrelevantes para o julgamento.
Ou seja, se os documentos ou demais elementos já esclarecem os fatos controvertidos, a oitiva de testemunhas pode ser dispensada sem prejuízo ao processo, em tese”.
Antônio Pereira do Nascimento ficou conhecido como milionário por um dia Reprodução/TV Anhanguera Sem a produção desse tipo de prova, o processo tramitará com mais rapidez, mas caso as partes envolvidas, o motorista ou o próprio banco, acreditem que a testemunha é essencial, é possível entrar com recurso. “É importante destacar que a dispensa de testemunhas não pode gerar prejuízo ao direito de defesa.
Caso fique demonstrado que a prova testemunhal era essencial, a decisão pode ser questionada por cerceamento de defesa em eventual recurso posterior”, explicou Ana Carolina.
O g1 tenta contato com a defesa do motorista.
O Banco Bradesco afirmou que não comenta casos sub judice.
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