Ministério Público de São Paulo faz operação contra esquema bilionário de fraude no ICMS

MP de São Paulo faz operação contra esquema bilionário de fraude do ICMS no varejo O Ministério Público de São Paulo fez nesta quinta-feira (26) uma operação contra um esquema bilionário de fraude no ICMS.
Entre os investigados estão servidores da Fazenda estadual e funcionários do varejo.
O patrimônio do fiscal tributário de Osasco Daniel Paganoti surpreendeu os investigadores.
A casa dele fica em um condomínio de luxo: tem piscina, uma adega avaliada em mais de R$ 300 mil e sala de cinema.
Na academia, equipamentos de R$ 1 milhão.
Segundo os promotores, a maioria dos bens está em nome de uma empresa da mãe do fiscal.
Na operação desta quinta-feira (26), a polícia apreendeu uma coleção de relógios avaliada em R$ 1 milhão e R$ 450 mil em dinheiro vivo.
O fiscal foi alvo de busca e apreensão nesta quinta-feira (26) do Ministério Público de São Paulo, que cumpriu outros 21 mandados de busca e apreensão na capital paulista e em três do interior do estado.
Um dos alvos foi Luciene Petroni Castro Neves, executiva da rede de supermercados Carrefour.
Luciene é suspeita de receber tratamento privilegiado em processos de créditos de ICMS e de pagar propina a servidores.
Segundo o Ministério Público, ela manteve contato intenso e direto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como operador central do esquema.
Na casa de Luciene foram apreendidos computadores, celulares, planilhas e dólares.
O servidor público Fernando Alves dos Santos foi preso depois de se negar a informar as senhas de acesso a carteiras digitais.
A investigação desta quinta-feira (26) é um desdobramento da Operação Ícaro, deflagrada em 2025, que revelou desvios milionários de créditos de ICMS dentro da Secretaria da Fazenda paulista.
Segundo a investigação, o esquema beneficiava empresas que tinham direito a créditos de ICMS.
Esses impostos estaduais precisariam passar por um processo longo e rigoroso de análise para serem devolvidos.
Os promotores apuraram que os fiscais da Receita Estadual criaram um atalho ilegal para mudar procedimentos internos, furar a fila de pedidos e liberar valores milionários.
Segundo a investigação, o envolvimento dos servidores foi descoberto por mensagens encontradas em celulares apreendidos. “Algumas dessas mensagens foram recuperadas e elas comprovam o envolvimento de fato dos investigados.
Eles tratam a propina por eles já foi referida como ‘café’, como ‘vitamina’, como ‘vem buscar sua prescrição’, ‘vinho’, ‘vinho americano’.
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