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Sem sintomas, homem descobre câncer de intestino em exame de rotina; diagnóstico precoce foi decisivo para a cura

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Sem sintomas, homem descobre câncer de intestino em exame de rotina; diagnóstico precoce foi decisivo para a cura

O administrador Isaque Nery, 57, descobriu um câncer de intestino e foi curado Arquivo Pessoal Foi em um exame de rotina, sem qualquer sintoma, que o administrador Isaque Nery, de 57 anos, recebeu um diagnóstico que poderia ter passado despercebido por mais tempo —o que traria consequências muito diferentes.

O de câncer colorretal.

Ele não tinha sintomas, mantinha a rotina ativa e não via motivo para preocupação.

Ainda assim, já havia ultrapassado a marca dos 50 anos —faixa em que a colonoscopia passa a integrar o check-up recomendado mesmo para quem se sente saudável.

Foi nesse contexto, quase protocolar, que o exame revelou um pólipo de pouco mais de um centímetro no reto.

Discreto no tamanho, mas já maligno. “Eu não esperava.

Estava em plena forma”, relembra.

Um câncer silencioso e, muitas vezes, descoberto tardiamente O caso de Isaque ilustra uma característica central do câncer colorretal: a evolução silenciosa nas fases iniciais.

Segundo a cirurgiã Nataliê Almeida Silva, médica do Hospital Samaritano que acompanhou o paciente, a lesão identificada na colonoscopia já era um adenocarcinoma —o tipo mais comum desse câncer—, embora ainda em estágio inicial do ponto de vista clínico.

Ela explica que muitos tumores começam como pólipos benignos, chamados adenomas, que podem evoluir ao longo dos anos até se tornarem malignos.

No caso de Isaque, essa transformação já havia ocorrido.

Como a retirada endoscópica não garantiu a remoção completa da base da lesão, foi necessário avançar para uma cirurgia maior, com retirada de parte do intestino e dos linfonodos ao redor, estruturas que podem abrigar células tumorais.

Os exames mostraram que a doença estava localizada, sem metástases.

A cirurgia teve intenção curativa e cumpriu esse objetivo.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cirurgia ainda é a principal estratégia (e pode ser curativa) No caso de Isaque, o tratamento seguiu o que ainda é considerado o padrão-ouro para tumores de intestino localizados: a cirurgia.

De acordo com o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, a retirada do tumor é, na maioria das vezes, o primeiro passo —e pode ser suficiente para alcançar a cura quando a doença está restrita ao intestino.

A partir daí, o tratamento é ajustado conforme o estágio do câncer, definido após a análise da peça cirúrgica e dos linfonodos retirados.

Esse mapeamento indica se houve disseminação local ou à distância e orienta a necessidade de terap

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