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TJ‑SP reduz fiança de vereador investigado por rachadinha de R$ 202 mil no litoral de SP

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Eduardo Lara foi denunciado por esquema de rachadinha pelo MP Redes sociais e Reprodução O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ‑SP) reduziu para 20 salários mínimos o valor da fiança imposta ao vereador Eduardo de Lara (Republicanos), afastado do cargo e investigado por suspeita de participação em um esquema de rachadinha na Câmara de Iguape (SP).

Segundo as investigações, o suposto desvio teria ocorrido entre 2021 e junho de 2025 e somaria cerca de R$ 202 mil.

A decisão foi tomada no julgamento de um habeas corpus apresentado pela defesa.

O tribunal manteve as medidas cautelares, como o afastamento do vereador e a proibição de contato com testemunhas, pelo prazo de três meses, mas reduziu o valor da fiança, que havia sido fixado em R$ 82 mil, para aproximadamente R$ 30 mil. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.

Eduardo de Lara é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MP‑SP) desde 2024.

Segundo a denúncia, quando ele presidia a Câmara, teria exigido uma parte dos salários de dez servidores comissionados como condição para mantê‑los nos cargos.

Os valores variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil por servidor. 🔎 Fiança: O termo se refere a uma medida cautelar usada pela Justiça para garantir que o investigado cumpra as regras impostas durante o processo.

Trata‑se de uma garantia financeira, que pode ser recuperada ao final da ação, desde que todas as determinações judiciais sejam respeitadas.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Decisão Em novembro de 2025, o TJ‑SP havia mantido, por decisão liminar, a sentença de primeira instância que determinou o afastamento do vereador, a proibição de entrada na Câmara Municipal, a restrição de aproximação de testemunhas e a imposição da fiança.

Na época, a defesa pediu a suspensão das medidas, mas o pedido foi negado pelo desembargador Geraldo Wohlers, que considerou haver indícios suficientes do crime e risco de interferência nas investigações.

Agora, no acórdão publicado na segunda semana de março, o relator decidiu reduzir o valor da fiança e fixou a validade das medidas cautelares por três meses.

Esse prazo começa a contar a partir da comunicação oficial da decisão ao juiz do Foro de Iguape, feita na quinta‑feira (12).

O g1 não conseguiu contato com a defesa de Lara até a última publicação da reportagem.

Vereador Eduardo Lara (Republicanos) teve o afastamento decretado pela Justiça Câmara de Iguape VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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