CPMI do INSS: governo exonera ministro da Agricultura para tirar voto da oposição em dia decisivo
Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento e prisão de Lulinha O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, nesta sexta-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD).
Com a volta de Fávaro ao Senado Federal, a composição da CPMI do INSS muda.
A senadora Margareth Buzetti (PP-MT), suplente de Fávaro e alinhada à oposição ao governo Lula, é titular do colegiado na quinta vaga do bloco parlamentar dos partidos (MDB, PSDB, Podemos, União).
Com a volta de Fávado ao Senado, Buzetti perde o mandato, e o primeiro suplente, senador Beto Faro (PT-PA), que assumiu essa posição na manhã desta sexta, passa ter vaga de titular.
O governo tenta evitar que o relatório elaborado pelo relator, Alfredo Gaspar (União-AL), que solicita que a Advocacia do Senado peça à Justiça a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.
Apesar da citação, o relatório só terá efeitos se for aprovado.
O relator começou a leitura do relatório nesta sexta, o documento precisa ser votado até sábado (28), data limite de funcionamento da CPMI, para ter algum efeito.
Na quinta, o STF negou a prorrogação da CPMI.
Com a mudança na CPMI , a expectativa é que o governo reúna o voto de 20 parlamentares para rejeitar o texto apresentado pelo deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).
Ao longo dos últimos dias, a composição da CPMI do INSS sofreu inúmeras alterações, com base e oposição trocando membros e aliados em busca de uma maioria dos votos.
Com isso, parlamentares que sequer compuseram a comissão se tornaram memrbos no último dia para garantir votos. “O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar.
O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes”, reclamou Buzetti durante a sessão que lê o relatório final da comissão.
Ao sair da comissão, a senadora falou com a imprensa que se sentiu desrespeitada pela atitude de Fávaro e que o governo teve medo do voto dela.
Criticou a base e o governo por buscarem blindar Lulinha. “Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito. […] É muito bom ser mulher”, finalizou.
Carlos Fávaro, ministro da Agricultura, com o presidente Lula Ricardo Stuckert/PR Suspeitas sobre Lulinha De acordo com investigadores da Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinha surgiu depois que um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à PF e disse que Antunes comentava com sua equipe que pa
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