Esquema de fraudes bancárias: suspeitos usaram até mãe e filha como ‘laranjas’, aponta investigação

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa Suspeitos de participação no esquema de fraudes bancárias que foi alvo da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (25), usaram até mãe e filha como “laranjas”, segundo as investigações.
Conforme informou a PF, a organização praticava fraudes bancárias mediante o uso de empresas de fachada, “laranjas” e cooptação de agentes do sistema financeiro, inclusive da Caixa Econômica Federal, que disse colaborar com as investigações (veja nota completa abaixo).
Ao todo, 21 mandados de prisão foram emitidos pela Justiça Federal, e 15 alvos acabaram presos.
Outros seis ainda estavam foragidos até esta publicação.
De gerentes da Caixa a falsificadores de documentos: quem é quem no esquema de fraudes bancárias De acordo com a decisão que resultou nas prisões, à qual o g1 teve acesso, suspeitos colocaram até nomes de parentes no esquema.
Raphael Abrantes do Lago, morador de São Paulo (SP), teria usado a própria mãe como “laranja” para receber cerca de R$ 1 milhão.
Já a moradora de Limeira (SP) Sarah Tais Barbosa teria aberto empresas de fachada com o nome de sua filha.
Ambos foram presos na operação.
Falsificações em escala industrial Polícia cumpre mandados de busca e apreensão em Limeira Polícia Militar de Piracicaba/ Reprodução As investigações também revelam uma estrutura profissional para falsificação documental, inclusive com equipamentos destinados à reprodução de assinaturas, o que evidenciava uma atuação “industrial e continuada”, segundo decisão judicial. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O principal responsável por esse trabalho seria Bruno Carvalho de Oliveira, de São Bernardo do Campo (SP) — ele está entre os 15 presos.
O serviço incluía falsificação de assinaturas em contratos, adulteração de comprovantes de endereço e extratos de maquininhas, bem como retificação de declarações de imposto de renda para inserção de rendimentos fictícios.
Líder Thiago Branco de Azevedo é apontado como responsável por articular contatos e criar empresas de fachada em esquema de fraudes milionárias contra a Caixa Econômica Federal Reprodução/Redes Sociais/EPTV Segundo as investigações, o líder é o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, de Americana (SP).
Houve uma tentativa de prendê-lo na quarta, mas ele não estava em casa, no condomínio Terras do Imperador, e seguia foragido até esta publicação.
LEIA TAMBÉM: Vida de luxo e fe
原文链接: G1
