Aranhas brasileiras que parecem joias entram na mira do tráfico; FOTOS

Aranhas brasileiras que parecem joias entram na mira do tráfico Entre folhas úmidas, cascas soltas de árvores e galhos altos da Mata Atlântica vivem algumas das aranhas mais incomuns já descritas pela ciência.
Pequenas, arborícolas e com cores metálicas que lembram pedras preciosas, as tarântulas do gênero Typhochlaena passam boa parte da vida escondidas no alto das árvores — mas, nos últimos anos, também apareceram em um lugar bem distante dali: o mercado internacional de animais exóticos. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp A raridade dessas espécies, somada à beleza incomum, transformou essas aranhas em alvo de colecionadores e traficantes de fauna.
Pesquisas científicas e relatórios sobre o tráfico de animais mostram que o comércio internacional de pets exóticos se tornou um dos principais motores da captura ilegal de espécies raras da biodiversidade brasileira.
O problema preocupa pesquisadores porque muitas dessas aranhas ainda são pouco conhecidas pela ciência.
Aranhas que parecem “joias” são alvo de crimes jungledweller / iNaturalist Segundo um estudo publicado na revista científica ZooKeys, o gênero Typhochlaena reúne apenas cinco espécies conhecidas, todas endêmicas do Brasil e com distribuição geográfica extremamente restrita.
Essas aranhas são descritas como pequenas caranguejeiras arborícolas com padrões de cores muito marcantes no abdômen — característica que ajuda a explicar o interesse do mercado internacional.
Os pesquisadores observam que esses animais estão se tornando cada vez mais populares entre colecionadores. “Typhochlaena são pequenas tarântulas arborícolas com padrões de cores notáveis no abdômen e estão se tornando populares e cada vez mais requisitadas no comércio de animais de estimação”, descreve o artigo científico.
Essa popularidade, no entanto, traz um risco direto para populações naturais que já são extremamente restritas.
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Durante muito tempo, essa aranha era conhecida apenas a partir de três fêmeas coletadas sob cascas soltas de ár
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