Ceilândia de Madalenas: conheça a professora que ajudou a alfabetizar mais de 16 mil pessoas no DF

Conheça Madalena Torres, que ajudou a alfabetizar mais de 16 mil pessoas em Ceilândia A trajetória da professora Madalena Torres, de 62 anos, se entrelaça com a história de Ceilândia – região administrativa do Distrito Federal que completa 55 anos nesta sexta-feira (27).
Em conversa com o g1, a educadora relembrou a trajetória, falou sobre a relação com a região administrativa e compartilhou o trecho de um livro de Paulo Freire que conta parte da sua história (leia abaixo).
Nascida em 27 de abril de 1963, Madalena é referência na educação popular da cidade – alfabetizou cerca de 16 mil pessoas junto ao movimento popular e dedicado décadas à formação de jovens, adultos e outros educadores.
Professora Maria Madalena Torres g1/Ingrid Dias Nascida em Divinópolis de Goiás (GO), a cerca de 460 km do Distrito Federal, Madalena chegou em Ceilândia com pouco menos de 8 anos – quando a região recém-fundada tinha apenas oito meses de existência. “O talco era poeira e quando chovia, o creme era lama” , lembrou a professora Madalena e os irmãos na Ceilândia em 1971, a professora é a última à direita. g1/Reprodução Madalena estudou a vida toda em escolas públicas, e cursou o ensino médio no Centro de Ensino Médio 04 de Ceilândia (CEM 04), mais conhecido como “Centrão”.
Ao se formar, decidiu que seria professora.
Graduada em filosofia e mestre em tecnologia da educação, Madalena atuou como professora efetiva no Centro de Ensino Especial de Brazlândia (Cenebraz) por três anos.
Em 2001, voltou para a Escola Classe 19, em Ceilândia, de onde nunca mais saiu.
A história da educadora é marcada pela superação: enfrentou um câncer de mama em 2008, passou por tratamento intenso e, mesmo diante das sequelas, não deixou de atuar na educação.
Em 2010, aposentada por invalidez, passou a trabalhar como educadora popular no Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia (Cepafre). ➡️ O Cepafre, fundado oficialmente em 1989, já alfabetizou mais de 16 mil pessoas e formou grupos de educadores populares em várias cidades do DF e entorno, sendo um dos pilares da transformação social em Ceilândia.
Em 2025, a trajetória foi interrompida mais uma vez por uma retinopatia diabética que fez Madalena perder a visão temporariamente.
Tão logo se recuperou, ela voltou à educação – desta vez, formando novos alfabetizadores no Cepafre.
Madalena e os livros que escreveu Ingrid Dias/DF Cinema como ferramenta O ato de educar, para Madelena, não se restringe à sala de aula.
A professora usa o ci
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