Policial civil é preso suspeito de furto qualificado, e colega denuncia perda de R$ 600 mil em bitcoins em SC
Ilustração mostra representação de bitcoin.
Dado Ruvic/ Reuters Um policial civil que atuava em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi preso preventivamente suspeito por uma série de crimes envolvendo falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e furto qualificado mediante fraude eletrônica, segundo a Polícia Civil.
Uma das vítimas, também policial, disse ao g1 que teve criptomoedas furtadas e um prejuízo de cerca de R$ 600 mil (veja mais abaixo).
O cumprimento dos mandados contra Leon Martim da Rocha Santos, que incluíram também dois de busca e apreensão, ocorreu na terça-feira (24).
A prisão foi homologada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina na quarta-feira (25).
O g1 tentou contato com a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A investigação, conforme a Polícia Civil, começou na delegacia de Palhoça, após colegas tomarem conhecimento de supostos desvios praticados pelo policial.
A investigação foi encaminhada para a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde foi confirmada a prática dos crimes.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Bitcoin A corporação não detalhou os demais crimes investigados.
Ao g1, uma das vítimas, Gabriel Melzer, que também é policial civil e trabalhava com o suspeito, disse que o investigado teve acesso à chave privada de sua carteira de Bitcoin e que os valores foram transferidos sem autorização.
De acordo com a vítima, os valores superam meio milhão de reais e foram retirados em um único saque. “Eu peguei um empréstimo para investir na época e todos os meses eu vejo o valor sendo descontado em folha.
Eu peguei empréstimo consignado para ser pago em 10 anos, 120 parcelas”, comentou.
O caso, de acordo com ele, ocorreu em setembro de 2024.
A partir de uma análise minuciosa da blockchain (espécie de grande “livro contábil” que registra vários tipos de transações e possui seus registros espalhados por vários computadores), a investigação conseguiu chegar ao autor.
Os dois trabalhavam juntos desde 2012 e tinham uma relação de amizade e confiança fora da delegacia. “Para mim, ainda é muito difícil entender por que ele pegou minha chave privada de Bitcoin.
Acredito que, em algum momento, quando teve acesso à minha casa e, sem que eu percebesse, ou estivesse em casa, ele tenha conseguido obter essa informação”.
A Polícia Civil não informou se os demais crimes foram
原文链接: G1
