COP15: ariranha entra em lista mundial de risco e terá novas medidas de proteção

Ariranhas cavando toca e reação hilária.
Redes sociais/ Projeto Ariranhas A ariranha, maior espécie de lontra do mundo, foi incluída na lista da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne animais migratórios ameaçados de extinção.
A decisão foi aprovada por unanimidade nesta semana, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), realizada em Campo Grande (MS), com a participação de representantes de mais de 130 países.
Na prática, a inclusão significa que a espécie deve receber mais medidas de proteção internacional, com ações coordenadas entre os países onde ela ainda existe. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A partir desta semana, especialistas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) vão se reunir com representantes dos países que abrigam a espécie para elaborar um plano de ações.
O objetivo é definir estratégias conjuntas para proteger as populações remanescentes.
Ariranha vive apenas na América do Sul A ariranha (Pteronura brasiliensis) é a maior entre as 14 espécies de lontras existentes no mundo e vive exclusivamente na América do Sul.
Originalmente, o animal era encontrado em 11 países, desde a Venezuela até o Uruguai.
No entanto, a espécie já foi extinta em território uruguaio e enfrenta risco crítico em países como Argentina, Paraguai e Equador.
Ao longo das últimas décadas, a ariranha perdeu cerca de 40% da sua área original de ocorrência, principalmente por causa da destruição do habitat e da redução das populações.
Hoje, o Brasil, especialmente nas regiões do Pantanal e da Amazônia, concentra as maiores populações que ainda restam.
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O pedido foi feito devido à perda de habitat e ao declínio das populações da espécie.
A Convenção sobre Espécies Migratórias divide os animais em duas listas principais, chamadas de Anexo I e Anexo II, que determinam o nível de proteção. “O anexo 1 são espécies ameaçadas.
E aí a restrição é muito forte para qualquer uso dessas espécies”, explicou Braulio Ferreiro de Sousa Dias.
Já o Anexo
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