Empresária é condenada a mais de 11 anos de prisão por trabalho escravo
Empresária Melina Esteves França foi condenada a 11 anos de prisão por uso de trabalho em condição análoga à escravidão e agressões.
Reprodução/TV Bahia A Justiça Federal da Bahia condenou a 11 anos, 5 meses e 15 dias de prisão por trabalho em condição análoga à escravidão e agressões físicas.
A decisão é da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
Segundo o processo, duas trabalhadoras domésticas foram mantidas em condições degradantes, submetidas a agressões e privadas de liberdade em um apartamento no bairro do Imbuí, em Salvador.
O caso ocorreu em 2021.
A sentença foi proferida nesta quinta-feira (26) pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Uma das vítimas é Raiana Ribeiro da Silva, contratada como babá.
Ela relatou que vivia sob vigilância constante, recebia menos de um salário mínimo e sofria agressões físicas, como mordidas e puxões de cabelo.
Babá pula de prédio na Bahia: veja o que se sabe sobre o caso De acordo com o processo, Raiana foi impedida de deixar o emprego e teve o celular retido pela patroa.
Sem alternativa, tentou fugir pelo basculante do banheiro do apartamento, no 3º andar do prédio.
A queda causou diversas fraturas e lesões.
O episódio revelou à polícia a situação de cárcere e violência em que a trabalhadora vivia.
Polícia Civil investiga denúncia de agressão feita por babá contra patroa em Salvador Babá pula do 3° andar de prédio em Salvador; polícia investiga cárcere privado cometido pela patroa TRT fixa multa de R$ 300 mil caso investigada por agredir babá que pulou de prédio em Salvador não cumpra série de ordens Mulher suspeita de agredir babás e submeter funcionárias a condições análogas à escravidão na Bahia: entenda casos Empresária investigada por agredir babá, em Salvador, coloca tornozeleira eletrônica Durante o andamento do processo, também foi identificado o caso de Maria Domingas, de 60 anos.
Ela trabalhou por dois anos para a ré sem receber salário.
Segundo os autos, Maria Domingas era mantida no local sob ameaças de morte contra filhos e netos caso tentasse fugir.
Defesa alegou “tratamento familiar” A defesa de Melina apresentou fotos de Maria Domingas em momentos de lazer, como em uma piscina e em comemoração de aniversário, para sustentar que ela recebia um “tratamento familiar”.
O argumento foi rejeitado pelo juiz.
Na sentença, Fábio Moreira Ramiro afirmou: “Aquela que é ‘da família’ não é submetida a sessões diárias de espancam
原文链接: G1
