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COP15: reservas privadas ajudam a proteger espécies migratórias e ampliar áreas conservadas no Pantanal

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COP15: como áreas protegidas privadas ajudam a proteger espécies migratórias e o Pantanal Durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15/CMS), realizada em Campo Grande, especialistas destacaram a importância das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) para proteger espécies migratórias e ampliar as áreas preservadas no Pantanal.

Veja o vídeo acima.

Segundo o engenheiro florestal Pedro Bruzzi, superintendente executivo da Fundação Pró Natureza (Funatura), essas áreas privadas são essenciais para aumentar a proteção ambiental no país, principalmente em biomas como o Pantanal e o Cerrado, que ainda têm pouca área oficialmente preservada. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Atualmente, o Brasil ainda está distante da meta internacional de conservar 30% das áreas naturais.

No Pantanal, por exemplo, cerca de 5% do território está protegido, mesmo após novas áreas anunciadas durante a COP15.

Em Mato Grosso do Sul, existem atualmente 60 RPPNs, o que coloca o estado entre os que mais possuem esse tipo de reserva no país.

Apesar dos números considerados importantes, especialistas afirmam que ainda é necessário ampliar essas áreas.

Isso acontece porque cerca de 80% do Pantanal está em propriedades privadas.

Por isso, a criação de reservas dentro dessas áreas é vista como uma das principais oportunidades para expandir a conservação ambiental.

Segundo Bruzzi, as RPPNs ajudam a preservar não apenas grandes áreas, mas também pequenos fragmentos de vegetação, que funcionam como corredores ecológicos. “Na medida em que a gente conseguir avançar com a criação de RPPNs no estado, a gente tem uma contribuição super importante e necessária para a conservação da biodiversidade.” Esses corredores são fundamentais para que os animais consigam se deslocar entre diferentes áreas, garantindo alimentação, reprodução e sobrevivência das espécies.

Além disso, o Pantanal tem papel estratégico para espécies migratórias, especialmente aves que percorrem longas distâncias entre países e continentes.

Estudos realizados na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, considerada a maior do Brasil, mostram que algumas espécies migratórias utilizam a área como local de reprodução.

Buraco das Araras, em Jardim (MS).

Buraco das Araras/Divulgação Essas aves se deslocam para outras regiões da América do Sul e depois retornam ao Pantanal para se reproduzir, o que reforça a importância

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