COP15: pintado entra em lista global da ONU e vira prioridade internacional de proteção
COP15: Especialistas falam sobre o pintado entrar na lista global de proteção O pintado, um dos peixes mais emblemáticos dos rios da América do Sul, foi incluído na lista internacional de espécies migratórias da Organização das Nações Unidas (ONU).
A decisão foi aprovada nesta sexta-feira (27), durante a plenária da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), realizada em Campo Grande, com votos de representantes de mais de 130 países.
A inclusão do peixe no Anexo II da convenção não proíbe a pesca, mas obriga os países onde a espécie vive a cooperar para garantir sua proteção. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp “O primeiro passo foi conseguir aprovar aqui nessa COP a inclusão do pintado no Anexo ll dessa convenção”, explicou Braulio Ferreiro de Sousa Dias, do Ministério do Meio Ambiente.
A medida é considerada estratégica porque o pintado percorre rios que atravessam vários países e enfrenta ameaças crescentes, como barragens, mudanças climáticas e pesca excessiva.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Espécie que cruza fronteiras O pintado vive principalmente na Bacia do Prata, que abrange rios do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Durante o ciclo de vida, o peixe percorre longas distâncias, atravessando fronteiras entre países.
Por isso, especialistas afirmam que a proteção da espécie depende de ações conjuntas. “O pintado não respeita fronteiras”, afirmou Carla Polaz. “Não adianta só o Brasil ter ações de conservação se essa espécie vai enfrentar um monte de ameaças no país vizinho.” Com a inclusão no Anexo II, os países passam a ser incentivados a criar planos conjuntos para monitorar e proteger a espécie.
Entenda o que muda com a inclusão na lista Pintado de 18 quilos é fisgado no Rio Apa (MS).
Terra da Gente A Convenção sobre Espécies Migratórias divide os animais em duas listas principais, com níveis diferentes de proteção.
O Anexo I reúne espécies ameaçadas de extinção, que recebem restrições mais rigorosas. “O anexo 1 são espécies ameaçadas.
E aí a restrição é muito forte para qualquer uso dessas espécies”, explicou Braulio Ferreiro de Sousa Dias.
Já o Anexo II, onde o pintado foi incluído, reúne espécies que ainda não estão em situação crítica, mas que precisam de monitoramento e atenção. “Tem um anexo ll das espécies que estão com uma situação de preocupação”, disse o especialista.
Na prática, isso significa que o pintado passa a ser prioridade em acordos internaciona
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