Juiz mantém medidas cautelares para advogada argentina ré por injúria racial

· Português· G1
Juiz mantém medidas cautelares para advogada argentina ré por injúria racial

Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 37ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, manteve as medidas cautelares para a advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar de Ipanema, na Zona Sul.

Schilling ainda vai proferir a sentença no caso.

Ele diz aguardar as considerações finais da defesa e da acusação por escrito.

Mas, nesta quarta-feira (25), o magistrado negou um pedido de relaxamento formulado pela defesa de Agostina, que havia solicitado a retirada da tornozeleira eletrônica e a devolução do passaporte, a fim de que a estrangeira voltasse à Argentina e aguardasse lá a conclusão do processo.

O juiz argumentou que a transferência pode inviabilizar o cumprimento da pena em caso de condenação.

Schilling sustentou também que não foram apresentados fatos novos que justificassem a extradição, como supostas ameaças contra ela.

Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar Reprodução/TV Globo MP propôs extradição e multa O julgamento de Agostina começou nesta terça-feira (24) na 37ª Vara Criminal.

Na audiência de instrução, a defesa da estrangeira e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) chegaram a um consenso e propuseram que, em caso de condenação, a argentina seja extraditada e cumpra a pena no país dela.

O MPRJ, no entanto, defendeu que Agostina pague cerca de R$ 200 mil de indenização aos funcionários do bar.

Durante a sessão, Agostina pediu desculpas para os 3 funcionários do bar pelos gestos racistas.

Segundo a denúncia do MPRJ, no dia 14 de janeiro deste ano a advogada se referiu a um empregado como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa “macaco”, além de imitar gestos do animal.

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m*rda” e “monos” para outros 2 funcionários, caracterizando 3 crimes.

Nas alegações finais na audiência, o Ministério Público pediu que Agostina, sem antecedentes e após demonstrar arrependimento, possa cumprir em seu país natal a pena mínima convertida para prestação de serviços comunitários.

Mas a Promotoria defendeu uma “reparação financeira pelo dano moral” às vítimas no valor de 120 salários mínimos, ou R$ 190.452, e pediu que metade seja depositada antes de uma possível extradição.

Relembre o caso Um vídeo com os gestos viralizou nas redes soci

原文链接: G1

1 min · 406w
Início
Continuar navegando
Continue explorando esta história
Ver esta fonte Ver este idioma na página inicial Buscar tópicos relacionados

Mais neste idioma

Adolescente de 14 anos morre e seis pessoas ficam feridas após acidente entre dois carros em rodovia de Tejupá
G1 · 2026-03-26
Motorista de aplicativo é sequestrada e morta mesmo após pagamento de R$ 3,5 mil para resgate em SC
G1 · 2026-03-26
Polícia mira suspeitos de envolvimento na morte de mulher; corpo foi encontrado no Rio Guandu
G1 · 2026-03-26
Advogada é presa suspeita de atuar na contabilidade de grupo do tráfico em MT
G1 · 2026-03-26
Quem é Janete Aparecida, nova prefeita de Divinópolis
G1 · 2026-03-26

Mais desta fonte

Adolescente de 14 anos morre e seis pessoas ficam feridas após acidente entre dois carros em rodovia de Tejupá
Português · 2026-03-26
Motorista de aplicativo é sequestrada e morta mesmo após pagamento de R$ 3,5 mil para resgate em SC
Português · 2026-03-26
Polícia mira suspeitos de envolvimento na morte de mulher; corpo foi encontrado no Rio Guandu
Português · 2026-03-26
Advogada é presa suspeita de atuar na contabilidade de grupo do tráfico em MT
Português · 2026-03-26
Quem é Janete Aparecida, nova prefeita de Divinópolis
Português · 2026-03-26

Lidos recentemente