Uso da marca 'Futsac' no jogo Fortnite vira disputa judicial entre empresário curitibano e Epic Games

Uso de marca ‘Futsac’ vira disputa judicial entre empresário curitibano e Epic Games A marca “Futsac”, criada em Curitiba, se tornou alvo de uma disputa judicial depois que a Epic Games, desenvolvedora norte-americana de jogos eletrônicos, entrou com um processo contra o empresário paranaense Marcos Juliano Ofenbock, para tentar anular a marca registrada por ele.
O nome foi usado pela empresa estrangeira no jogo Fortnite.
Entenda o caso abaixo.
O registro do nome “Futsac” foi feito por Ofenbock em 2011, no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Dois anos depois, em 2013, o empresário registrou a marca também na modalidade mista, que inclui o nome e também logotipos e outros elementos visuais associados a ele.
Ela foi criada para que Ofenbock pudesse explorar comercialmente a modalidade por meio da venda de bolas para a prática do futebol de saco – esporte desenvolvido pelo empresário em 2002.
O item é feito de crochê e preenchido com material plástico granulado reciclado.
Em outras ocasiões, Ofenbock licenciou a marca para grandes clubes de futebol, como o Flamengo, Santos, Cruzeiro e Palmeiras, por exemplo.
O futebol de saco foi reconhecido pelo Ministério do Esporte em 2014 e também por leis sancionadas no estado do Paraná e no município de Curitiba.
A disputa com a empresa norte-americana começou depois que a Epic Games, empresa estimada em 31 bilhões de dólares, passou a vender um emote (movimento realizado pelos personagens) nomeado de “Futsac” dentro do jogo.
Na ação, o personagem imita gestos feitos por jogadores do futebol de saco.
De um lado, marca registrada do empresário paranaense, do outro, representação do emote vendido pela Epic Games dentro do jogo Fortnite Reprodução Nos Estados Unidos, o mesmo emote foi comercializado sob o nome de “Sacking”.
Depois de descobrir que a marca tinha sido usada no jogo, Ofenbock procurou a empresa e sinalizou que a marca era registrada.
Além da empresa de Ofenbock, o INPI também é alvo do processo movido pela Epic Games.
A desenvolvedora questiona o órgão por ter concedido o registro, uma vez que, segundo a empresa, o futsac “não pode ser apropriado com exclusividade, a título de marca, quando designa atividades relacionadas à prática de esportes, por se tratar do próprio nome de uma modalidade esportiva”.
Ofenbock se diz em uma “batalha de Davi contra Golias” e afirma que a medida judicial prejudica a empresa e a cadeia de produção envolvida nos produtos relacionados ao futebol d
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