Procurador-geral que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército é reconduzido ao cargo

MP Militar pede ao STM perda dos postos e patentes de Bolsonaro e outros condenados pela trama golpista Clauro Roberto de Bortolli foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça Militar para o biênio 2026-2028 A nomeação ocorre em meio ao processo movido pelo próprio Ministério Público Militar (MPM), órgão que ele chefia, que pede a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro das Forças Armadas.
Natural de General Câmara, cidade a 80 km de Porto Alegre, Clauro Roberto de Bortolli ingressou no Ministério Público Militar em 1995. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Ele foi promovido a procurador de Justiça Militar em 1998 e a Subprocurador-Geral de Justiça Militar em 2016.
Além disso, também foi Vice-Procurador-Geral de Justiça Militar entre 2020 e 2024.
Entre 2016 e 2017, presidiu a Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM).
A recondução foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).
Assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o documento aponta que a decisão reflete o resultado da eleição do Colégio de Procuradores de Justiça Militar, que indicou Bortolli como o primeiro da lista tríplice.
O novo mandato começa em 13 de abril de 2026, e a cerimônia de recondução está marcada para o dia 17 de abril.
Processo contra Bolsonaro Em fevereiro, o MPM, sob a gestão de Bortolli, apontou ao Superior Tribunal Militar (STM) elementos que indicam “descaso” de Jair Bolsonaro com “preceitos éticos” do Estatuto dos Militares.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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O que esperar de julgamento de ex-presidente e outros comandantes militares no STM ➡️ A Constituição prevê a perda de posto e patente para militares condenados a mais de dois anos de prisão em decisão transitada em julgado. É a primeira vez que os órgãos discutem a expulsão das Forças por crime contra a democracia.
Segundo Bortolli, Bolsonaro “não teve pudor para, valendo-se de estruturas do Estado, inclusive armadas, voltar-se, ao menos por um ano e meio, e através de grave ameaça e violência, contra o funcionamento regular dos Poderes Constitucionais e contra o governo democraticamente eleito”.
O relatório do MPM cita violações ao dever de probidade, ao r
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