'Massacre de Paraisópolis': relatório reconstrói ação da PM e aponta cerco que encurralou jovens mortos

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'Massacre de Paraisópolis': relatório reconstrói ação da PM e aponta cerco que encurralou jovens mortos

Familiares das vítimas do “Massacre de Paraisópolis” fazem manifestação por justiça em frente ao Fórum Criminal Ministro Mario Guimarães, na Barra Funda, Zona Oeste de SP WAGNER VILAS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Seis anos após a ação policial que terminou com nove jovens mortos em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, um novo relatório reconstruiu a dinâmica da operação da Polícia Militar e aponta que houve um cerco que encurralou participantes do baile funk.

Conhecido como “Massacre de Paraisópolis”, o caso ocorreu durante o Baile da DZ7, um dos maiores bailes funk da capital paulista.

Ao todo, 12 policiais respondem pelo episódio e aguardam decisão da Justiça sobre eventual julgamento pelo Tribunal do Júri.

O relatório Arquitetura do Cerco Policial, produzido pelo laboratório Agência Autônoma: Cidades, Direitos e Territórios, sediado na Universidade de Brasília (UnB), conclui que os agentes encurralaram de forma intencional os jovens na Viela do Louro, um beco estreito e sem saída.

A Defensoria Pública de São Paulo, que representa parte das famílias das vítimas, solicitou nesta quarta-feira (25) a inclusão do documento no processo e reforçou o pedido para que os policiais sejam levados a júri popular por homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Segundo a Defensoria, o relatório reforça a tese de que houve uma estratégia de cercamento progressivo, marcada pelo bloqueio das rotas de saída e pela intensificação da repressão.

A reconstrução do episódio, obtida pelo g1, foi feita a partir da análise de vídeos gravados por moradores e imagens de câmeras de segurança de comércios da região, que registraram a operação na madrugada de 1º de dezembro de 2019.

MP-SP denuncia PMs pela morte de nove pessoas em Paraisópolis A maioria dos registros foi feita de forma anônima, por celulares, muitas vezes a partir de frestas de janelas — o que, segundo o relatório, evidencia o risco enfrentado pelas testemunhas.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “os inquéritos relativos ao caso, nas esferas civil e militar, foram concluídos em 2021 e 2020, respectivamente, com indiciamento de nove agentes por homicídio culposo, e encaminhados ao Poder Judiciário para as providências cabíveis”.

Reconstrução da operação Com cerca de 5 mil pessoas, o tradicional Baile da DZ7 acontecia em três ruas da comunidade de Paraisópolis: Rodolfo Lutze, Iratinga e Ernest Renan.

Na madrugada, um grande contingente policial participou da chamada “Operação

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