Após ser identificado por câmeras do Smart Sampa, morador da Zona Sul de SP é detido 4 vezes por engano em 7 meses

Homem é detido quatro vezes por engano Detido ao sair de casa, no trabalho, ao levar a mãe ao hospital e numa corrida de rua.
O coordenador de departamento pessoal Ailton Alves de Sousa, de 41 anos, sente um medo constante após ter sido conduzido quatro vezes à delegacia por engano, nos últimos sete meses, em São Paulo.
Os policiais militares que o conduziram à delegacia disseram que Ailton está cadastrado no sistema do Smart Sampa, o programa de reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo, como um foragido da Justiça por cometer um homicídio no estado de Mato Grosso.
Morador de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, na Zona Sul, Ailton disse que nunca foi ao Centro-Oeste e que sente um grande constrangimento por conta de tantas detenções por engano.
Na primeira vez, ele foi retirado de dentro de casa. “Eles me levaram na viatura.
A primeira pergunta que o delegado me fez foi: você já foi pro Mato Grosso?
Eu disse que não e foi aí que começou toda essa situação”, disse Ailton. 🔎 O Smart Sampa é o maior sistema de monitoramento de segurança da América Latina.
Ele usa o reconhecimento facial de câmeras inteligentes para identificar foragidos da polícia, além de ajudar a encontrar pessoas desaparecidas.
De acordo com a prefeitura, hoje o sistema conta com 40 mil câmeras em toda a capital.
Ailton Alves de Sousa, de 41 anos Arquivo Pessoal As quatro detenções incorretas poderiam ter sido evitadas se alguns detalhes tivessem sido observados: O primeiro é que o verdadeiro foragido, nascido em Santa Tereza do Oeste (PR), tem o sobrenome Souza com a letra “z”, enquanto o paulistano é Sousa, com “s”; Apesar de também terem nomes iguais, os sobrenomes das mães de ambos são diferentes; Além disso, o nome e a idade dos pais deles não coincidem; Há uma diferença de idade entre os dois Ailtons de 12 anos.
O que está foragido nasceu em 1972 e o inocente, em 1984; Mas o ponto principal é que não há imagens do suspeito nos mandados de prisão expedidos em Mato Grosso.
O advogado de Ailton já pediu para a prefeitura apagar os dados de seu cliente do Smart Sampa, mas isso não aconteceu, e as abordagens continuaram.
A última foi na segunda-feira (23) quando ele acompanhava a mãe numa consulta médica.
No mesmo dia, policiais militares já tinham ido buscá-lo em casa de madrugada, mas ele não os atendeu.
Para Luiz Augusto d’Urso, advogado especialista em crimes cibernéticos, a prefeitura precisa ser mais ágil para reparar os erros que trazem problemas para qu
原文链接: G1
