De gerentes da Caixa a falsificadores de documentos: quem é quem no esquema de fraudes bancárias

PF cumpre mandados para desarticular quadrilha suspeita de fraudes bancárias contra Caixa O esquema de fraudes bancárias que foi alvo da operação “Fallax”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25), envolve gerentes da Caixa Econômica Federal e tinha uma estrutura profissional para falsificação de documentos.
Ao todo, 21 mandados de prisão foram emitidos pela Justiça Federal, e 15 alvos foram presos.
Outros seis ainda estavam foragidos até esta publicação.
As prisões foram decretadas pela 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
A decisão, à qual o g1 teve acesso nesta quinta, detalha como funcionava o esquema e traz papel de cada um dos alvos que tiveram mandado de prisão expedido (veja abaixo).
De acordo com o documento, a organização praticava fraudes bancárias mediante o uso de empresas de fachada, “laranjas” e cooptação de agentes do sistema financeiro.
Leia também: PF aponta que Grupo Fictor e CV usavam a mesma estrutura para lavar dinheiro Segundo as investigações, o líder é o empresário Thiago Branco de Azevedo, de 41 anos, de Americana (SP).
Houve uma tentativa de prendê-lo na quarta, mas ele não estava em casa, no condomínio Terras do Imperador.
O suspeito, conhecido como Ralado, seria responsável pela coordenação das frentes de atuação, o que inclui captação de “laranjas”, constituição de pessoas jurídicas, contato com gerentes bancários e orientação quanto à produção de documentos utilizados nas operações de crédito.
O esquema está dividido em quatro núcleos.
Um deles, o bancário, reúne gerentes de instituições financeiras, entre Alexander Amorim de Almeida e Rodrigo Nagao, da Caixa Econômica Federal.
Os dois, que são de São Paulo (SP), foram presos na quarta, conforme o g1 apurou.
Os núcleos estão divididos da seguinte forma: Bancário: responsável pela viabilização de abertura de contas, concessão de crédito e fornecimento de informações internas.
Contábil: atuava na elaboração de documentos para pedidos de crédito, como declarações fiscais, demonstrações contábeis, comprovantes de endereço.
Financeiro: fazia a gestão de contas bancárias em nome de “laranjas”, emissão e pagamento de boletos, controle de máquinas de cartão e a realização de transferências.
Cooptação: responsável por cooptar potenciais “laranjas”, ou seja, identificava e aliciava pessoas para figurarem como sócios de empresas.
Essa estrutura teria permitido a constituição reiterada de pessoas jurídicas, a abertura de múltiplas contas bancárias e
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