Gasolina a R$ 6,97: MPF investiga alta abusiva em Belém por notícias da guerra no Oriente Médio

Uma denúncia de preço da gasolina a R$6,97 em um posto de combustíveis no bairro do Jurunas, em Belém, fez o Ministério Público Federal (MPF) abrir um inquérito para investigar possível aumento abusivo nos preços de combustíveis em postos da região metropolitana de Belém, no Pará.
A medida, segundo o MPF, veio após as denúncias de que os valores subiram antes de qualquer reajuste oficial das refinarias, só por causa de notícias sobre a guerra no Oriente Médio.
O MPF determinou apurações urgentes e acionou órgãos de controle para verificar os fatos.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) foi solicitada para fazer fiscalização por amostragem nos postos, checando in loco os aumentos injustificados.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, e o Procon do Pará (da Seju) receberam pedidos para enviar ao MPF dados sobre fiscalizações já realizadas.
Segundo o MPF, o foco são os postos que usaram o conflito internacional como pretexto para elevar preços sem base real.
O MPF pediu também à Polícia Federal (PF) informações não sigilosas sobre investigações em andamento e informou que o objetivo é mapear práticas abusivas e proteger consumidores de reajustes especulativos na capital paraense e região metropolitana.
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Fernando Frazão/Agência Brasil Diante dos alertas para riscos de falta de combustíveis pelo país, a Petrobras anunciou que aumentou a oferta de de gasolina e diesel disponível para entrega em abril.
A preocupação surgiu em meio à recente alta nos preços do petróleo no mercado internacional, que pressionou toda a cadeia de combustíveis.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), a estatal confirmou que ofereceu reforço na oferta de 70 milhões de litros de diesel S10 — tipo de diesel com menor teor de enxofre, usado principalmente em caminhões e veículos mais novos — e 95 milhões de litros de gasolina. “Esse volume já está devidamente incorporado nos compromissos assumidos para abril dentro da dinâmica de atendimento dos nossos contratos comerciais”, diz a empresa.
ANP cobra mais oferta A decisão de ampliar a oferta ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão responsável por regular o setor no país, notificar a Petrobras na semana passada.
O órgão solicitou que a empresa colocasse imediatamente no mercado volumes de combustíveis que haviam sido retirados de leilões anteriores.
A ANP afirmou, no entanto, que não há indícios de falta de gas
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