Oposição vai à Justiça contra eleição de novo presidente da Alerj

Alerj convoca eleição para escolher o novo presidente da Casa Deputados estaduais de oposição anunciaram, nesta quinta-feira (26), que vão recorrer à Justiça para tentar barrar a eleição convocada de forma repentina para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
A votação está marcada para as 14h15.
Segundo os parlamentares, será impetrado um mandado de segurança questionando a legalidade da convocação feita pelo presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL).
Eles também informaram que não participarão da sessão como forma de protesto.
A convocação foi anunciada no fim da manhã desta quinta, sem aviso prévio, o que motivou críticas da oposição.
Para esse grupo, a medida fere princípios de transparência e previsibilidade do processo legislativo.
Pelas regras da Alerj, a eleição será aberta e decidida por maioria absoluta — ou seja, vence o candidato que obtiver metade dos votos mais um entre os deputados presentes na sessão.
A disputa ganha ainda mais relevância por causa da linha sucessória do estado.
Com a vacância no comando do governo, o novo presidente da Alerj deverá assumir o cargo de governador do Rio.
Até o momento, a base governista não comentou a decisão da oposição de judicializar o caso nem o anúncio de boicote à votação. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Guilherme Delaroli, atual presidente da Alerj Cristiano Masruha/Divulgação Por que haverá essa eleição A Alerj estava sem um presidente titular desde 8 de dezembro, quando Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso pela Polícia Federal (PF), a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de vazar informações para o então deputado TH Joias.
Na semana seguinte à prisão, o plenário da Alerj votou para soltar Bacellar, mas o ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento do deputado da presidência da Casa.
Bacellar, então, pediu sucessivas licenças do mandato, e a Alerj foi presidida por Guilherme Delaroli, o vice.
Na última terça-feira (24), Bacellar foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas por outro motivo — a condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, dentro do “escândalo do Ceperj”.
Por maioria de votos, os ministros do TSE entenderam que houve uso indevido da máquina pública por Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar.
As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com a contratação de mi
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