Furto de vírus na Unicamp: entenda em vídeo a distância percorrida por material biológico dentro da universidade

Furto de vírus na Unicamp: entenda em vídeo distância percorrida por material biológico O material biológico furtado do Laboratório de Virologia da Unicamp percorreu 350 metros até outros laboratórios da instituição, onde foi encontrado 40 dias depois.
O g1 fez o trajeto entre o Instituto de Biologia e a Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), para onde amostras — entre elas dos vírus H1N1 e H3N2, causadores da gripe tipo A — foram transportadas sem autorização - assista acima.
Uma pesquisadora foi presa e responderá em liberdade por furto, por colocar a saúde das pessoas em risco e pelo transporte sem autorização de material geneticamente modificado.
De acordo com a Polícia Federal (PF), o marido dela, Michael Edward Miller, também é investigado.
O g1 apurou, ainda, que, além dos subtipos do Influenza, havia outros vírus - humanos e suínos - no conteúdo levado.
Todas as amostras foram encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária, que mantém em sigilo a informação sobre os tipos virais envolvidos no caso.
A Polícia Federal nega que tenha havido contaminação externa nesse caso e garante que todas as amostras foram recuperadas e os vírus ficaram apenas dentro da universidade.
O trajeto Do prédio onde está o Laboratório de Virologia da Unicamp, dentro do Instituto de Biologia, até os laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos, alvo das buscas da Polícia Federal, são cerca de quatro minutos de caminhada.
Pelo caminho, que passa por corredores dos institutos, salas de aula, espaços de convivência e estacionamentos, circulam muitos estudantes e alguns profissionais da universidade.
Nenhum deles estava disposto a falar oficialmente sobre o episódio.
Apesar de o assunto ser conhecido por causa da repercussão do caso, poucos afirmaram saber detalhes.
Outros disseram que não poderiam comentar o furto do material biológico.
Departamento de Ciência de Alimentos (DCA) da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp Estevão Mamédio/g1 Entre os profissionais da FEA, uma confirmou que as atividades de pesquisa não puderam ocorrer durante a manhã de segunda-feira (23), período em que os laboratórios alvos da investigação permaneceram interditados.
Dois funcionários relataram que as buscas, no entanto, tiveram início no sábado (21), com a presença de pelo menos 20 agentes da PF.
Até espaços vazios, sem qualquer equipamento, teriam sido vistoriados.
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