Veneno de animal amazônico pode virar arma contra superbactérias

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Veneno de animal amazônico pode virar arma contra superbactérias

Butantan descreve veneno com poder antibiótico em anfíbio jeanpaulboerekamps / iNaturalist Os anfíbios possuem um ciclo de vida que depende diretamente da água, um ambiente raramente puro e repleto de fungos e bactérias.

Para sobreviver a essas condições sem desenvolver infecções na pele, a seleção natural dotou esses animais de peptídeos — fragmentos de proteína — que funcionam como potentes antibióticos naturais. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp O pesquisador Daniel Pimenta, do Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEV) do Instituto Butantan, explica que a pele é o órgão mais vital dos sapos, atuando na respiração, troca de gases e hidratação.

Por ser muito fina e precisar de muco constante para se manter úmida, ela se torna um ambiente propício para microrganismos. “Ao mesmo tempo em que precisam se manter úmidos, eles [os sapos] têm que se proteger secretando os antibióticos”, afirma.

Mecanismo de defesa Todo o corpo do sapo é recoberto por glândulas: algumas mantêm a umidade, enquanto outras produzem o “veneno”, que contém as moléculas de defesa.

O sapo-cururu amazônico (Rhaebo guttatus), inclusive, consegue lançar essa substância a partir de glândulas localizadas atrás dos olhos quando se sente ameaçado.

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Garça rara aparece pela 1ª vez na Bahia e surpreende observadores; FOTOS Uma larva de 3,9 mm encontrada na Amazônia acende alerta de invasão Executivo larga mercado financeiro e cria refúgio na Mata Atlântica Um estudo publicado na revista internacional Toxicon descreveu as proteínas presentes nesse veneno.

A pesquisa foi conduzida pelo Butantan em parceria com a Escola Paulista de Medicina e a Fiocruz Rondônia.

Alternativa às ‘superbactérias’ Exemplar da espécie Rhaebo guttatus jeffreyniem / iNaturalist A descrição dessas proteínas revela uma alternativa promissora às penicilinas e tetraciclinas tradicionais, contra as quais muitas bactérias hospitalares já desenvolveram resistência. “Os peptídeos antibióticos têm outra estratégia evolutiva de matar bactérias.

Então, em teoria, seriam menos suscetíveis a induzir resistência”, relata Daniel Pimenta.

Uma surpresa para os pesquisadores foi encontrar proteínas ligadas a processos de regeneração de células nervosas na secreção do animal.

Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Próximos passos O LEEV já estudou a história natural e o comportamento do sapo-cururu amazônico para entender a função dessas moléculas em sua pele.

Com a des

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