Dario Durigan: o que esperar do ministro da Fazenda, em meio à guerra, diesel caro e ano eleitoral

Em evento em São Paulo, Lula confirma Dario Durigan como substituto de Haddad Dario Durigan, nomeado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Ministério da Fazenda, assume o cargo sem causar surpresa no mercado.
Ex-número dois da pasta, ele substitui Fernando Haddad, que deixou Brasília para disputar o governo de São Paulo.
Ao menos por enquanto, a notícia foi bem recebida pelo mercado.
Para especialistas ouvidos pelo g1, o principal papel de Durigan será priorizar as contas públicas em ano eleitoral e executar as diretrizes já estabelecidas. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem?
Mande para o g1 “O Durigan participou ativamente da agenda econômica desde o início.
Agora, à frente do ministério, ele deve manter o legado de Haddad, principalmente na sustentação fiscal”, afirma Erich Decat, analista político.
Com passagem pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo setor privado, Durigan participou de medidas de aumento de arrecadação — como o aumento de impostos —, além da articulação da reforma tributária sobre o consumo e da renegociação da dívida dos estados.
Mas um novo desafio deve marcar sua gestão.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo e do diesel, ele terá a missão de evitar um novo repique da inflação que possa prejudicar a campanha de Lula por um quarto mandato no Palácio do Planalto.
Manter o equilíbrio fiscal Dario Durigan, novo ministro da Fazenda, durante Trilha de Finanças do G20 em 2024 Diogo Zacarias/MF Entre os principais desafios está assegurar o cumprimento das metas e evitar ruídos que possam afetar a confiança do mercado. “A prioridade é previsibilidade.
O mercado não reage bem a mudanças abruptas, então o foco precisa estar na continuidade das diretrizes fiscais e na clareza da execução”, avalia Raphael Costa, administrador de empresas e especialista em gestão empresarial do Grupo 220. “Mais do que anunciar novas medidas, o momento pede reforço do compromisso com metas já definidas, especialmente no controle de gastos.
Em cenários de curto prazo, consistência costuma valer mais do que inovação.” Como o g1 já mostrou, o espaço para os gastos livres dos ministérios será apertado neste ano, o que tende a levar a bloqueios de despesas dos ministérios. 💵 Isso porque o arcabouço fiscal limita o crescimento real das despesas do governo até 2,5% ao ano.
Como gastos obrigatórios crescem acima desse ritmo, o espaço para investimentos e despesas livres fica cada vez men
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