O que as cidades podem aprender com o ESG dos grandes eventos

A recente conclusão do Lollapalooza, no último domingo (22), e a expectativa para o Rock in Rio, em setembro, reforçam uma tendência que vai além do entretenimento: a consolidação da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) em eventos que vão além do entretenimento.
O objetivo é tornar grandes encontros menos degradantes ao meio ambiente e mais inclusivos, transformando estes espaços em modelos de “cidades temporárias” que desafiam a logística da gestão pública. “O evento ESG foi criado para ser uma extensão do que deveria ser a cidade, uma vitrine.
Ele acaba sendo também vetor para divulgar, espalhar e influenciar melhores práticas para o ambiente urbano”, afirma Glaico Gundim, CEO e fundador da Impactability, responsável pela estratégia ESG de outras empresas. “E é isso que queremos com esse programa ESG, que sirva de exemplo para as pessoas e cidades”.
Evento como vitrine para a gestão pública Enquanto um terço dos municípios brasileiros ainda utilizam lixões para armazenar resíduos sem tratamento adequado, segundo dados do IBGE, eventos de grande porte têm demonstrado que é possível alcançar a eficiência em um curto espaço de tempo.
O Lollapalooza, por exemplo, reuniu cerca de 240 mil pessoas em 2025, e alcançou a marca de 90% de lixo reciclado em apenas três dias.
Empresas como a Impactability demonstram que o ESG pode ser implementado em todos os processos de produção, servindo de porta de entrada para o letramento de gestores sobre sustentabilidade, acessibilidade e governança. “O mais importante de tudo é o legado que a gente deixa no exemplo, na influência, no estímulo e na conscientização das pessoas.
Porque uma vez que isso acontece, todo o resto se torna mais viável”, aponta Glaico. ‘Não tem como falarmos de cidades inteligentes sem sermos sustentáveis’ Caio de Castro, CEO do iCities, e Glaico Gundim, fundador da Impactability.
Divulgação/Reprodução/Youtube.
Essa premissa é o que norteia o Smart City Expo Curitiba, o maior evento de cidades inteligentes das Américas.
Em entrevista ao podcast ImpactaCWB, Caio de Castro, CEO do iCities, responsável pela organização do evento, destacou que a percepção do público foi o fator decisivo para a consolidação do programa ESG. “Não tem como falarmos de cidades inteligentes sem sermos sustentáveis.
Isso está intrínseco. É impossível tratar de cidades inteligentes sem considerar uma cidade sustentável.
Isso sempre esteve no nosso DNA, meu e de meus sócios.
Mas houve uma ‘virada de chave’ no e
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