Fiscalização do TCE revela desperdício e falta de controle em escolas da Baixada Santista

Ficalização do TCE em escola de Santos (à esq.) e escola em Cubatão (à dir.) tinham livros e uniformes mal armazenados.
Divulgação/TCE Uma fiscalização realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE‑SP) identificou falhas no armazenamento e na gestão de materiais escolares em cidades da Baixada Santista.
A ação ocorreu na segunda‑feira (23) e incluiu a vistoria de uma escola em cada município da região.
A operação integrou uma força‑tarefa estadual do tribunal, que mobilizou 379 servidores e vistoriou escolas em 300 municípios paulistas.
Entre os principais problemas apontados estão materiais armazenados em locais inadequados, falta de controle de estoque e itens sem uso há anos. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp.
Confira alguns problemas encontrados nas escolas da Baixada Santista: Santos (Escola Padre Leonardo Nunes): livros didáticos sujos e com risco de danos, além de estoque de uniformes sem controle; Cubatão (Escola Bernardo José Maria de Lorena): materiais e uniformes referentes a 2025 ainda lacrados, sem previsão de distribuição; Bertioga (Secretaria de Ensino): extintor de incêndio vencido, infiltrações e janelas quebradas no local de armazenamento; São Vicente (Escola Jorge Bierrenbach Senra): almoxarifado desorganizado, com acúmulo de materiais de anos anteriores; Guarujá (Escola Miriam Terezinha): materiais armazenados diretamente no chão, misturados e expostos à umidade, além de itens sem uso há mais de três anos.
O que dizem as prefeituras?
Em nota, a Prefeitura de Santos informou que ainda não foi oficialmente notificada pelo TCE‑SP.
Segundo a administração municipal, os problemas observados ocorreram após uma obra recente na escola, o que teria impactado a limpeza e a organização do espaço.
A prefeitura afirmou ainda que iniciou a reorganização do estoque, a revisão de materiais e ajustes administrativos, além de estar em processo de regularização e correções de segurança.
Já a Prefeitura de Bertioga declarou que não foram identificadas irregularidades na entrega de materiais e que uniformes, kits escolares e livros foram distribuídos antes do início do ano letivo.
A gestão municipal afirmou que as situações apontadas são pontuais e que eventuais ajustes já estavam previstos.
Cubatão informou que os uniformes citados são sobras após a distribuição e que serão redistribuídos para outras escolas.
Segundo a pasta, os livros didáticos são provenientes de programas federal e estadual e ta
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