SSP cria regras obrigatórias para divulgar casos de feminicídio e violência contra a mulher em Sergipe

Violência contra a mulher, estupro, mão de socorro Nino Caré/Pexels A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) criou uma portaria que estabelece normas obrigatórias para a comunicação institucional em casos de feminicídio e violência contra a mulher em Sergipe.
A informação foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (26).
A portaria tem como objetivo padronizar a divulgação de informações, evitar a revitimização, proteger o andamento das investigações e assegurar uma abordagem responsável por parte das instituições de segurança pública. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp O documento também leva em consideração evidências de que a exposição excessiva e o detalhamento da dinâmica dos crimes podem contribuir para o chamado efeito contágio, quando a forma de divulgação acaba influenciando a repetição de condutas violentas.
Nesse sentido, a normativa reforça a necessidade de uma comunicação equilibrada, técnica e responsável, envolvendo os servidores da Segurança Pública.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os principais pontos da portaria, está a obrigatoriedade de alinhamento prévio com as assessorias de comunicação antes de qualquer manifestação pública sobre ocorrências dessa natureza.
A regra vale para entrevistas, divulgação de informações à imprensa, publicações em redes sociais institucionais ou pessoais vinculadas à função pública, além da emissão de notas e posicionamentos oficiais.
A normativa também estabelece diretrizes claras para a comunicação autorizada, como a proibição de detalhamento minucioso da dinâmica dos crimes, a vedação de juízo de valor sobre a vítima e a necessidade de evitar linguagem sensacionalista.
Outro ponto importante é a limitação da exposição do autor do crime ao estritamente necessário, evitando a promoção indevida de sua imagem.
A portaria reforça ainda que a comunicação oficial deve destacar o feminicídio como crime grave, evidenciar a atuação integrada das forças de segurança, enfatizar a responsabilização penal dos agressores e incentivar a denúncia, com a divulgação dos canais disponíveis à população.
Além disso, fica vedada a divulgação de imagens, áudios ou vídeos que exponham vítimas e familiares, salvo em situações com autorização legal e alinhamento institucional.
Informações técnicas ou periciais passam a depender de avaliação conjunta entre a autoridade policial responsável e a assessoria de comunicação.
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