Irã dá sinais contraditórios sobre plano de paz dos Estados Unidos

O governo do Irã deu nesta quarta-feira (25) sinais contraditórios sobre o plano de paz dos Estados Unidos.
Primeiro, rejeitou, categoricamente, a proposta de Donald Trump.
Depois, o regime declarou que ainda está avaliando o texto da Casa Branca.
Em meio ao impasse, as Forças Armadas americanas ordenaram o envio de mais militares ao Oriente Médio.
A TV estatal do Irã publicou a primeira reação oficial do regime ao plano de paz enviado pela Casa Branca.
Sob anonimato, uma autoridade rejeitou a proposta americana.
Declarou que ela é excessiva, desconectada da realidade e que Donald Trump não vai ditar quando a guerra vai terminar.
Essa autoridade também determinou condições para o fim do conflito.
São elas: o fim dos ataques contra o Irã e grupos armados aliados, como o Hezbollah, no Líbano; o fim das sanções econômicas; o pagamento de indenizações pelos danos causados na guerra; garantias de que o Irã não será atacado de novo.
O regime exigiu ainda o controle total sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo produzido no mundo.
O porta-voz do comando militar iraniano também se pronunciou.
Ele negou que o Irã esteja em discussões diplomáticas e afirmou que o governo americano está negociando consigo mesmo: “Pessoas como nós não vão entrar em acordo com pessoas como vocês, nem agora, nem nunca”, disse.
Mas, depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano disse que a proposta americana ainda está sendo avaliada pelas autoridades.
Abbas Araghchi admitiu que o regime está em contato com países mediadores; disse que isso não significa que o Irã esteja negociando e cobrou o fim permanente da guerra.
Irã dá sinais contraditórios sobre plano de paz dos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução As exigências do Irã entram em choque direto com a proposta de paz de Trump.
O plano americano prevê, primeiro, um cessar-fogo de 30 dias, sem garantias de que a guerra vai terminar permanentemente.
O objetivo da trégua é, em tese, ganhar tempo para acertar os detalhes mais sensíveis.
Só que o regime iraniano não confia nos negociadores americanos porque, no passado, Trump já atacou o Irã duas vezes durante negociações.
Segundo a imprensa dos Estados Unidos e de Israel, o plano americano tem 15 pontos, entre eles: a exigência de que o Irã desmantele as principais usinas nucleares e se comprometa a nunca desenvolver armas nucleares; a abertura do Estreito de Ormuz; a redução do arsenal de mísseis, que só poderiam ser usados para autodefesa
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