'Chegavam a cobrar R$ 500 mil pela aprovação': esquema de fraude em concursos tinha preço por cargo e incluía ‘mensalidade’

Fraude em concursos podia custar até R$ 500 mil, diz PF Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema de fraudes em concursos públicos que cobrava até R$ 500 mil para garantir a aprovação de candidatos em cargos de alto nível.
De acordo com apuração exibida pelo Fantástico, a organização criminosa atuava em seleções em todo o país, incluindo concursos para tribunais, bancos federais e universidades.
O valor pago variava conforme o cargo pretendido — quanto mais alto o salário e poder do posto, maior era o preço cobrado pela quadrilha. “A remuneração da organização criminosa variava de acordo com o cargo para o qual as pessoas concorriam.
Os cargos mais altos chegavam a cobrar R$ 500 mil por essa aprovação”, diz o superintendente da Polícia Federal.
Segundo a Polícia Federal, os pagamentos nem sempre eram feitos à vista.
Em muitos casos, os candidatos parcelavam os valores ou adquiriam bens de alto valor, como carros de luxo, como forma de quitar a dívida com a quadrilha.
Também havia casos em que os beneficiados passavam a pagar uma espécie de “mensalidade” após a aprovação.
Entre os métodos utilizados estavam o uso de “bonecos” — pessoas pagas para fazer a prova no lugar do candidato —, pontos eletrônicos, além de fotografias dos cadernos de questões e do gabarito, enviadas antes ou durante a aplicação da prova.
LEIA TAMBÉM: ‘Pagou, passou’: PF revela como funcionava esquema de fraudes em concursos públicos Investigação desmontou esquema de fraudes em concurso público Reprodução/TV Globo Investigações A investigação começou com uma denúncia anônima que levou os investigadores até o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa, na cidade de Patos, na Paraíba.
Ele e dois parentes foram aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 para o cargo de auditor fiscal do trabalho, com salário superior a 22 mil reais.
No celular da sobrinha dele, Larissa Neves, a polícia encontrou áudios que ajudam a explicar o esquema. “O custo vai ser dobrado porque tem como ter vigilante, tem que corromper a chefe do vigilante. É um rolo do desativar as canas. É como se fosse ter um ‘boneco’, entendeu?”.
As investigações também identificaram Thyago José de Andrade como chefe da organização criminosa.
Ele seria responsável por cooptar funcionários de instituições organizadoras de concursos em todo o Brasil.
Além do CNU, o grupo atuava em seleções para tribunais, bancos federais e universidades.
Mensagens interceptadas mostram negociações que envo
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