Justas, mas com omissões, indicações do 33º Prêmio da Música Brasileira refletem mercado dividido em nichos

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Justas, mas com omissões, indicações do 33º Prêmio da Música Brasileira refletem mercado dividido em nichos

Painel com fotos de artistas indicados à premiação agendada para 10 de junho no Theatro Municipal do Rio de Janeiro Divulgação / Montagem g1 ♫ ANÁLISE ♬ A relação de artistas indicados à 33ª edição do Prêmio da Música Brasileira foi revelada na noite de ontem, 25 de março, em cerimônia em São Paulo (SP) pontuada por números musicais em que cantores como Almério, Ney Matogrosso e Zé Ibarra interpretaram músicas de Cazuza (1958 – 1990), o homenageado na premiação deste ano de 2026.

A cerimônia de entrega dos prêmios está programada para 10 de junho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Com muitos mais justiças do que omissões, as indicações das 18 categorias refletem a pulverização de um mercado fonográfico estruturado em nichos e povoado por milhares de lançamentos semanais em que poucos artistas conseguem de fato chamar alguma atenção do público e da mídia.

Já eram esperadas as indicações de Daniela Mercury (por “Cirandaia”, um dos melhores álbuns da artista em muitos anos), Don L (pelo álbum “Caro vapor II – Qual a forma de pagamento?”), Gaby Amarantos (com o consagrador “Rock doido” enquadrado na categoria audiovisual), Lenine (pelo aclamado álbum “Eita”), Luedji Luna (duplamente indicada pelos álbuns “Um mar para cada um” e “Antes que a terra acabe”) e Zé Ibarra (pelo segundo álbum solo, “Afim”), este enquadrado na categoria MPB ao lado de Djavan, Dori Caymmi, Mateus Aleluia e Mônica Salmaso.

Esperada e merecida é também a indicação de “Dominguinho”, projeto do trio formado por João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho que arrastou multidões Brasil afora para ver o show derivado do disco de estúdio.

Sem falar na justa indicação de Daúde e Lia de Itamaracá pelo álbum conjunto “Pelos olhos do mar”.

Em contrapartida, é injusta a ausência de Mosquito entre os indicados da categoria Samba.

O segundo álbum do artista, “Quinhão”, é irretocável.

Eliana Pittman também merecia indicação pelo álbum “Nem lágrima nem dor”, no qual canta o repertório de Jorge Aragão com arranjos de Rodrigo Campos.

A dupla injustiça se engrandece quando Alcione aparece entre os indicados por um dos álbuns mais irregulares da discografia da artista.

Fica a impressão de que o corpo de jurados – do qual faz parte o colunista e crítico musical do g1 – por vezes julga um álbum pelo nome do artista e não pelo disco em si.

No mais, a categoria Canção popular novamente resulta sem foco, indicando artistas da música sertaneja, do universo forró e do pop de cepa mais genérica.

Assim como n

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