Júri condena motorista por morte de manifestante do MST em Valinhos, mas pena é convertida em serviços comunitários

Integrantes do MST protestam pela morte do idoso atropelado na ocupação Marielle Vive em Valinhos.
Wesley Justino/EPTV O Tribunal do Júri condenou, na noite desta quarta-feira (25), o motorista que atropelou e matou um manifestante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Valinhos (SP), no ano de 2019.
Leo Luiz Ribeiro, que tinha 60 anos à época do crime, foi sentenciado a 2 anos e 11 meses por homicídio culposo, com pena substituída por prestação de serviços à comunidade, pagamento de cinco salários mínimos e suspensão do direito de dirigir por dois anos.
O g1 tenta localizar a defesa para pedir um posicionamento. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp O crime ocorreu em 18 de julho daquele ano, na ocupação Marielle Vive.
A vítima era o pedreiro Luis Ferreira da Costa, de 72 anos (relembre o caso abaixo).
Na ocasião, outras cinco pessoas também ficaram feridas, inclusive um jornalista que gravava o ato.
Léo chegou à ser preso preventivamente, mas respondia o processo em liberdade.
O julgamento dele deveria ter acontecido em novembro do ano passado, msa foi interrompido porque a defesa abandonou o plenário em protesto após ter um pedido de adiamento negado.
Segundo o advogado da família da vítima, o júri considerou a qualificadora dolosa, quando há intenção de matar.
Eles avaliaram ainda que a pena foi injusta, pois no processo há provas que demonstrariam que o réu assumiu o risco sabendo que poderia causar a morte.
Relembre o caso Ribeiro fugiu do local após o atropelamento, mas foi preso em Atibaia (SP) após ter o carro identificado pelo vídeo de um ônibus parado na manifestação e que flagrou o atropelamento.
Em depoimento à Polícia Civil, Ribeiro alegou que acelerou a caminhonete por medo.
O delegado Júlio César Brugnoli, titular do 1º DP de Valinhos, contou que o suspeito disse não ter percebido que havia matado alguém e que acelerou depois de o carro ser cercado pelos manifestantes.
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Ele quis fazer o que fez’ Ao todo, cerca de 400 pessoas participavam do ato, sendo que metade do grupo ocupava a estrada.
O trânsito estava bloqueado quando a caminhonete avançou.
Segundo o advogado do movimento, Alfredo Bonardo, o motorista estava em alta velocidade.
A ocupação Marielle Vive se estabeleceu em uma área na Estrada do J
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