Ex-vereador do interior de SP vira réu por corrupção eleitoral e suposto elo com o PCC

Ex-vereador vira réu por envolvimento com facção criminosa e crime eleitoral em Araçatuba A Justiça Eleitoral de São Paulo tornou réu o ex-vereador Antônio Edwaldo da Costa, o Dunga, de Araçatuba (SP), e outras três pessoas, em processo que apura crimes de corrupção eleitoral e elo com facção criminosa que atua no Estado.
Os acusados têm 10 dias a partir da citação para apresentar as contestações.
A denúncia, oferecida pelo Ministério Público Eleitoral contra Dunga e os demais envolvidos, foi aceita pelo juiz substituto Rodrigo Marzola Colombini, da 1ª Zona do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), na segunda-feira (23).
Para a TV TEM, o ex-vereador alega ser vítima de perseguição política (leia abaixo). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Conforme o MP, enquanto era vereador, Dunga promoveu e financiou uma organização criminosa conhecida como Esquina Maluca, grupo associado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e apontado como responsável pelo tráfico de drogas no bairro São José e adjacências, em Araçatuba.
O vereador Antonio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil) foi preso em Araçatuba (SP) Reprodução / Rede Social Vantagens indevidas Ainda de acordo com o MP, em troca do apoio eleitoral, havia promessa e concessão de vantagens indevidas, como intervenções administrativas, auxílio financeiro, custeio de advogados para integrantes do grupo criminoso e facilitação de acesso a serviços públicos.
A investigação foi conduzida pelo MP Eleitoral em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Preso com arma Dunga chegou a ser preso em flagrante durante uma etapa da Operação Ligações Perigosas, em setembro de 2024, por posse ilegal de arma de fogo, mas foi liberado após pagamento de fiança.
Uma pessoa morreu em confronto com os policiais durante a operação para combater a infiltração de integrantes da facção criminosa na política em cidades do interior paulista.
Captação de votos As investigações do MP apontam ainda que a estrutura ilícita era utilizada para mobilizar eleitores e captar votos, especialmente entre moradores de áreas socialmente vulneráveis e indivíduos ligados ao crime organizado.
O MP considerou que essas práticas comprometeram a liberdade, a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral no município.
Ex-vereador nega Procurado pela TV TEM, Dunga respondeu por telefone que ainda não foi notificado da decisão da Justiça Eleitoral que o tornou réu no processo.
O ex-vere
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