Pesquisa aponta baixa adesão a preservativos, alta exposição à violência e sofrimento emocional entre adolescentes no RJ
IBGE divulga pesquisa sobre adolescentes A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25), revela um cenário preocupante sobre hábitos, comportamento e condições de saúde de adolescentes entre 13 e 17 anos no estado do Rio de Janeiro.
Um dos dados mais alarmantes está relacionado ao uso de preservativos.
O estado registrou o menor percentual do país de uso de camisinha na primeira relação sexual, com 54,3%.
Na última relação, o índice também foi o mais baixo entre as unidades da federação, com 50,8%, aumentando o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada.
O levantamento também mostra início precoce da vida sexual.
Entre os adolescentes que já tiveram relação, 41,1% afirmaram que a primeira experiência ocorreu até os 13 anos — percentual acima da média nacional.
Entre as estudantes do sexo feminino, 8,8% disseram já ter engravidado, índice também superior ao do país.
A pesquisa indica ainda fragilidade no acesso à informação dentro das escolas.
O Rio aparece entre os estados com menor oferta de orientações sobre HIV, ISTs e prevenção da gravidez.
Violência e saúde mental Outro ponto de destaque é a violência.
O estado lidera o ranking nacional de adolescentes que sofreram agressões por pessoas que não eram pais ou responsáveis, com 16,8%.
Na capital, o índice chega a 17,3%.
O estudo também aponta alto nível de sofrimento emocional.
O Rio registrou o maior percentual de estudantes que relataram se sentir irritados, nervosos ou mal-humorados com frequência: 47,1%.
Entre vítimas de bullying, apenas 59,8% estavam em escolas com suporte psicológico, número bem abaixo de estados como São Paulo, onde a cobertura chega a 92,1%.
A pesquisa também traz dados preocupantes sobre segurança no trânsito.
O Rio de Janeiro tem o maior percentual de estudantes que disseram nunca ou raramente usar cinto de segurança no carro: 51,4%.
No uso de substâncias, 3,4% dos adolescentes relataram consumo recente de maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Já o uso de cigarro apresentou queda em relação à edição anterior, acompanhando tendência nacional — embora mais de um terço dos jovens que fumam afirmem conseguir comprar o produto diretamente em estabelecimentos comerciais.
Na área de saúde, os dados indicam desafios importantes.
Entre meninos, 52,4% relataram vacinação contra o HPV.
Entre meninas, a cobertura chega a 60,6%, ainda distante da meta de 95% estabelecida por autoridades de
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