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Quem foi Abbas Kiarostami, cineasta que Irã diz que teve casa atacada na guerra

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Quem foi Abbas Kiarostami, cineasta que Irã diz que teve casa atacada na guerra

Foto de arquivo tirada em dezembro de 2007 mostra o diretor iraniano Abbas Kiarostami durante um curso com os alunos da escola de arte Villa Arson em Nice, na França.

Kiarostami morreu nesta segunda (4) em Paris aos 76 anos Eric Estrade/AFP/Arquivo Abbas Kiarostami (1940-2016) foi um dos nomes centrais do cinema iraniano e uma das vozes mais influentes do cinema mundial nas últimas décadas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse, na manhã desta quarta-feira (25), que a casa do cineasta foi atingida durante um bombardeio conjunto de Estados Unidos e Israel.

Nascido em Teerã, em 1940, o diretor ganhou destaque por um estilo marcado pela simplicidade narrativa, com histórias construídas a partir de gestos cotidianos, silêncios e ambiguidades.

A importância de Kiarostami vai além da filmografia premiada.

Ele ajudou a projetar o cinema iraniano para o público internacional, especialmente a partir dos anos 1990, quando suas obras passaram a circular com força nos grandes festivais europeus.

Em vez de apostar em enredos convencionais ou em dramaticidade explícita, ele preferia histórias contidas, construídas a partir de gestos mínimos, silêncios e ambiguidades.

Esse estilo acabou se tornando sua marca registrada.

Morre, aos 76 anos, o cineasta iraniano Abbas Kiarostami Filmes como “Close-Up”, “Onde Fica a Casa do Meu Amigo?”, “O Vento nos Levará” e “Gosto de Cereja” consolidaram sua reputação de autor rigoroso e inventivo.

Em “Gosto de Cereja”, premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Kiarostami levou ao centro da narrativa um tema duro e delicado: a decisão de um homem diante da morte.

Já em “Close-Up”, embaralhou ficção e realidade para transformar um caso real em reflexão sobre identidade, desejo e representação.

Sua obra ficou conhecida também pela presença em seus filmes de atores não profissionais, pela atenção à infância, pelas estradas e pelas paisagens do Irã, e por uma relação muito particular com o tempo.

Em vez de acelerar a narrativa, Kiarostami costumava prolongar a observação, como se pedisse ao espectador que olhasse com mais cuidado para o que normalmente passaria despercebido.

Essa escolha deu às suas obras uma “força contemplativa”.

Além do cinema, ele atuou como fotógrafo, poeta e artista visual.

Essa formação ampla ajuda a explicar a precisão estética de seus filmes, muitas vezes construídos com a delicadeza de uma imagem fixa e a economia de uma página de poesia.

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