Polícia procura motorista que atropelou estudante em São Gonçalo; jovem teve morte cerebral
Polícia procura motorista que atropelou estudante em São Gonçalo; jovem teve morte cerebral A polícia procura o motorista que atropelou o estudante Matheus Ferreira de Oliveira Silva, de 19 anos, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Após cinco dias internado, o jovem teve morte cerebral confirmada.
O atropelamento aconteceu na noite da última quinta-feira (19), na Rodovia Amaral Peixoto, na altura de Várzea das Moças.
Segundo a família, Matheus havia saído para comprar um lanche e foi atingido ao atravessar a via.
Um vizinho avisou aos parentes que o jovem estava caído no acostamento, ainda com a sacola na mão.
O motorista fugiu sem prestar socorro.
Abalado, o pai, Ivan de Sant’ana Silva Junior, descreveu a dor da perda. “Me senti impotente… é um pesadelo terrível”, disse.
Matheus foi socorrido por bombeiros e levado para o Hospital Estadual Alberto Torres.
Depois, foi transferido para o Hospital Azevedo Lima, onde permaneceu internado até a confirmação da morte cerebral.
A família autorizou a doação dos órgãos.
Dificuldade para registrar ocorrência No dia seguinte ao acidente, o pai procurou a Delegacia de Rio do Ouro, responsável pela área, para registrar o caso, mas afirma que não conseguiu.
Segundo Ivan, um escrivão teria informado que, sem imagens de câmeras ou testemunhas, não valeria a pena fazer o registro.
Ele diz ainda que recebeu o contato de uma advogada, que cobrou pelo serviço.
Por conta própria, o pai percorreu a região em busca de câmeras de segurança, mas nenhuma estava funcionando.
O registro acabou sendo feito posteriormente na Delegacia de Icaraí, em Niterói. “Da primeira vez não consegui.
Na outra, fizeram o boletim na hora”, contou.
Investigação Em nota, a Delegacia de Rio do Ouro informou que, quando foi procurada, o pai não tinha informações básicas, como o local exato do atropelamento.
Disse ainda que ele afirmou ter imagens e saiu para buscá-las, mas não retornou, optando por registrar o caso em outra unidade.
A polícia afirmou que o caso está sendo investigado.
Até agora, a única informação sobre o veículo é que seria um carro de cor prata.
Familiares e amigos cobram a identificação do motorista.
A madrasta de Matheus, Tatiana Teixeira dos Santos Silva, que o criou desde a infância, disse que ainda não consegue assimilar a perda. “A Justiça tem que ser feita”, afirmou.
O caso reforça a preocupação com a segurança na Rodovia Amaral Peixoto, apontada por moradores como mal iluminada e com sinaliza
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